Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 6 de Maio de 2026

Policial

Polícia ouve familiares, mas investigações sobre execução de casal não avançam

As investigações seguem a passos lentos já que o costume da cidade é de que a população se cale diante de execuções como esta

Correio do Estado

18 de Maio de 2016 - 10:05

Foi ouvida na tarde de hoje (17) a mãe da nutricionista executada na terça-feira passada (12), Kelly Silgueiro Peralta, de 30 anos, junto com o marido Rafael Alves Borges, de 29 anos, em Ponta Porã. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Patrick Lineares, a oitiva da matriarca não colaborou com o avanço nas investigações.

“O marido dela, que também deveria ser ouvido, enviou pela mãe atestado médico de que ele não poderia comparecer para ser ouvido. Ele deve ser intimado mais pra frente”, destacou o delegado ao reforçar que a mãe foi categórica ao afirmar que não sabia de nada, e que, apesar de morarem juntos, não sabe dizer o que pode ter motivado o crime.

As investigações seguem a passos lentos já que o costume da cidade é de que a população se cale diante de execuções como esta. “Recebemos mais informes hoje, estamos tentando verificar a procedência de algumas informações, mas ainda não obtivemos êxito”, pontuou Lineares.

É possível que mais detalhes sejam esclarecidos após a chegada do material enviado à perícia, como celulares, laudo do local do crime e o exame das munições. “Estamos aguardando o retorno dos objetos recolhidos na data do crime e que foram para perícia. Na sexta-feira devemos ter o material em mãos”, concluiu.

O valor de US$ 3,7 mil encontrados com o casal dentro do carro no dia da execução deve ser devolvido aos pais. “Vou devolver o dinheiro para a família. A moeda é estrangeira, mas, criminalmente não tem o porque prender a quantia”, argumentou.

Nas próximas semanas devem ser ouvidos familiares e colegas mais próximos do casal. “Quem tiver e quiser colaborar com a investigação, será ouvido”, finalizou o delegado ao destacar quem um colega de Rafael, que mora em Ponta Porã, chegou a dizer que o rapaz temia que algo acontecesse com o casal, já que estariam recebendo ameaças.