Policial
Polícia ouve familiares, mas investigações sobre execução de casal não avançam
As investigações seguem a passos lentos já que o costume da cidade é de que a população se cale diante de execuções como esta
Correio do Estado
18 de Maio de 2016 - 10:05
Foi ouvida na tarde de hoje (17) a mãe da nutricionista executada na terça-feira passada (12), Kelly Silgueiro Peralta, de 30 anos, junto com o marido Rafael Alves Borges, de 29 anos, em Ponta Porã. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Patrick Lineares, a oitiva da matriarca não colaborou com o avanço nas investigações.
O marido dela, que também deveria ser ouvido, enviou pela mãe atestado médico de que ele não poderia comparecer para ser ouvido. Ele deve ser intimado mais pra frente, destacou o delegado ao reforçar que a mãe foi categórica ao afirmar que não sabia de nada, e que, apesar de morarem juntos, não sabe dizer o que pode ter motivado o crime.
As investigações seguem a passos lentos já que o costume da cidade é de que a população se cale diante de execuções como esta. Recebemos mais informes hoje, estamos tentando verificar a procedência de algumas informações, mas ainda não obtivemos êxito, pontuou Lineares.
É possível que mais detalhes sejam esclarecidos após a chegada do material enviado à perícia, como celulares, laudo do local do crime e o exame das munições. Estamos aguardando o retorno dos objetos recolhidos na data do crime e que foram para perícia. Na sexta-feira devemos ter o material em mãos, concluiu.
O valor de US$ 3,7 mil encontrados com o casal dentro do carro no dia da execução deve ser devolvido aos pais. Vou devolver o dinheiro para a família. A moeda é estrangeira, mas, criminalmente não tem o porque prender a quantia, argumentou.
Nas próximas semanas devem ser ouvidos familiares e colegas mais próximos do casal. Quem tiver e quiser colaborar com a investigação, será ouvido, finalizou o delegado ao destacar quem um colega de Rafael, que mora em Ponta Porã, chegou a dizer que o rapaz temia que algo acontecesse com o casal, já que estariam recebendo ameaças.




