Policial
Policiais civis rejeitam 5% de reajuste e decidem por greve geral
De acordo com um levantamento realizado pelo sindicato, os policiais civis do estado recebem o 25º salário do país, ficando à frente apenas dos estados do Acre e Paraíba.
Campo Grande News
11 de Maio de 2013 - 15:37
Por unanimidade, os policiais civis de Mato Grosso do Sul rejeitaram a proposta de 5% de aumento oferecida pelo governador André Puccinelli e decidiram iniciar uma greve geral a partir da próxima semana. Como a decisão de hoje só vai ser protocolada segunda-feira, a greve deve ser iniciada na quinta-feira, 72 horas do movimento ser aprovado em assembleia, conforme determina a legislação.Os policiais reivindicam 25% de reajuste, ainda que de forma escalonada.
Os policiais lembram que deram um voto de confiança à vice-governadora, Simone Tebet, que pediu mais uma semana para negociar e convencer Puccinelli a atender às reivindicações da categoria. A categoria aprovou a decisão de entrar em greve durante assembleia geral realizada na manhã deste sábado (11), na sede do Sinpol/MS que contou com a participação de cerca de 400 policiais da capital e do interior do estado.
Segundo o presidente do sindicato, Alexandre Barbosa da Silva, o governador disse que caso a categoria não aceitasse o percentual oferecido, acabaria com a classe substituta (4ª classe). O governador afirmou que vai extinguir a nossa 4ª classe, o que significa que subiremos alguns degraus no ranking nacional de salário, mas não mudará em nada o salário da categoria. Essa atitude é para maquiar a situação caótica dos policiais civis sul-mato-grossenses, explicou.
Barbosa garante que a diretoria tentou negociar até a última instância com o governo do estado e só restou a alternativa de decidir pela greve. Tentamos entrar em um acordo que fosse positivo para a categoria, mas o governador se recusou maus uma vez em chegar a um consenso. Não podemos mais receber esse salário de fome, disse.
De acordo com um levantamento realizado pelo sindicato, os policiais civis do estado recebem o 25º salário do país, ficando à frente apenas dos estados do Acre e Paraíba.




