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Policial

Preso empresário envolvido na "farra das diárias" da Câmara de Ribas do Rio Pardo

Até o momento, oito vereadores e cinco servidores públicos foram afastados por envolvimento no esquema

Correio do Estado

03 de Dezembro de 2014 - 15:26

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), cumpriu, na manhã desta quarta-feira (03), o mandado de prisão contra o empresário Rinaldo Rocha Nunes, em Ribas do Rio Pardo (MS), no contexto das investigações que apuram a 'farra das diárias', onde vereadores do município chegavam a ganhar até R$ 8 mil por mês com dinheiro de viagens não realizadas.

O empresário atua no ramo de postos de combustíveis e agropecuária. Segundo o Ministério Público, o nome de Rinaldo aparece em listas de pagamentos que o ex-presidente da Câmara Municipal, Adalberto Alexandre Domingues, fazia com dinheiro público. O empresário também seria financiador da campanha do vereador.

Até o momento, oito vereadores e cinco servidores públicos foram afastados por envolvimento no esquema. Foram afastados os vereadores: Adalberto Alexandre Domingues (presidente da Câmara), Antonino Ângelo (vice-presidente da Câmara), Diony Erick (1º secretário da Mesa Diretora), Cláudio Lins (2º secretário), Fabiano Duarte (ex-secretário), Célia Regina, Lucineide Marques Nossa e Justino Machado. E os servidores públicos: o diretor administrativo Cacildo Pedro Camargo, o contador Walter Antonio, o presidente da Comissão de Licitação Marcos Gomes da Silva Junior, o pregoeiro Gil Nei Paes da Silva e o assessor jurídico Natanael Fernandes Godoy Neto.

Farra das Diárias
A Promotoria de Justiça de Ribas do Rio Pardo apurou irregularidades no pagamento de diárias a vereadores e servidores e "esquema criminoso" de desvio de recursos públicos, por meio de contratações de empresas sem licitação e/ou por meio de procedimentos licitatórios que não passavam de uma farsa, para beneficiar empresas de familiares e de amigos dos agentes públicos. Algumas empresas contratadas possuem características de "fachada". Segundo revelou a investigação, os agentes políticos teriam forjado viagens e participações em eventos e reuniões fora do Município, isto para receberem indevidamente valores relativos a diárias.