Policial
Rapaz acusado de matar morador de Sidrolândia continua preso e família se diz revoltada
Luciano morreu com dois tiros, um no abdômen e outro no tórax, enquanto o irmão dele, Lucas Vicente de Souza, foi atingido nas nádegas.
Flávio Paes/Região News
27 de Maio de 2013 - 07:36
Transcorridos quase seis meses do assassinato de Luciano Vicente de Souza, 27 anos, que morava no Jardim Paraiso em Sidrolândia, o principal acusado do crime, Marinaldo Magalhães da Silva, 41 anos, está preso há quase cinco meses A família sustenta a tese da inocência de Marinaldo e acusa a Polícia Civil de não ter feito perícia no local do crime, o Rancho Country, no Bairro Nova Lima, o que seria decisivo para esclarecer a verdade.
Luciano morreu com dois tiros, um no abdômen e outro no tórax, enquanto o irmão dele, Lucas Vicente de Souza, foi atingido nas nádegas. A família do acusado pelo crime garante que o verdadeiro autor dos disparos, seria Jean Carlos Oliveira, o Jeanzinho do Terror, que fugiu em seguida e está impune em liberdade. Ele teria atirado porque durante a confusão, pensou que estivesse envolvido um amigo dele.
Segundo denúncia do Ministério Público, Marinaldo atirou em Luciano e o segurança, Thiago Yashley da Rocha Silva, que está em liberdade, baleou Lucas. Marinaldo, que tem passagem por receptação e por furto de energia, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado. A arma usada no crime até hoje não foi localizada.
Proprietário do Rancho Country há 6 anos, no dia do crime além de Marinaldo trabalhavam no local a filha, Gabriella Araújo da Silva, de 19 anos, e a mulher, Luciana Trajano de Araújo, de 38 anos. Luciana recorda que no houve um desentendimento dentro do salão por volta das 3h. Para tentar acabar com a briga, Marinaldo deu um tiro para cima e três jovens envolvidos na discussão foram colocados para fora do clube: a vítima, Luciano, o irmão, Lucas Vicente de Souza, de 19 anos, e um primo, cujo nome não foi revelado. Porém, a confusão se estendeu para frente da casa de show.
Maryellen Alves de Souza Costa, de 18 anos, que estava no dia, diz que em determinado momento Jean Carlos de Oliveira Ramos, conhecido na região por Jeanzinho Terror achou que a confusão era com o amigo, identificado por "Chiquinho", e sacou um revólver. Nessa hora, conforme a família, Marinaldo já havia entrado para o clube.
Eu ainda tentei evitar a tragédia segurando o braço de Jean, mas não adiantou. Eu vi a hora que ele atirou nos dois irmãos, diz, acrescentando que, além de Jean, Chiquinho também estava armado, mas foi impedido de atirar por uma amiga.
Após o crime, segundo a testemunha, Jean fugiu na garupa de uma moto, deixando a motocicleta dele no rancho. Luciano chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), mas morreu ainda na ambulância. Já o irmão, Lucas, foi atingido por um tiro na região das nádegas e também foi socorrido.
Ainda na madrugada, Marinaldo chegou a ser encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, mas como testemunha por ser dono da casa de show. Ele foi ouvido e liberado. Quando foi por volta das 5h os policiais entraram em casa e o prenderam. Desde desse dia ele está detido no Instituto Penal, onde emagreceu pelo menos 30 quilos. Marinaldo está sofrendo muito por ter que pagar pelo um crime que não cometeu, conta Luciana.
Revolta - Conforme Luciana houve falha na investigação da Polícia Civil, que não fez perícia no local. Outro erro, segundo ela, duas amigas de Jean, foram consideradas testemunhas chaves no caso. De 300 pessoas que estavam no local, pelo menos 100 sabem da autoria do crime, mas ninguém denúncia por medo do rapaz, que é conhecido no bairro pela sua valentia.
De acordo com a defesa de Marinaldo, Marcos Ivan da Silva, o processo está na fase das alegações finais. Eu já ingressei com três pedidos de liberdade e dois habeas corpus, sem sucesso, lembra.




