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Policial

Reconstituição do caso advogado chega ao fim e presos podem ser apresentados hoje

Nesta quarta-feira (5), além de Isaac, uma outra pessoa, presa por participação direta no caso deve ser apresentada

Dourados News

05 de Novembro de 2014 - 08:13

Terminou por volta das 23h40 de terça-feira (4) a reconstituição da morte do advogado Márcio Alexandre dos Santos, 37, ocorrida no dia 25 de outubro na rua Albino Torraca, região central de Dourados.

A ação contou com a participação de um dos suspeitos, identificado como Isaac, o policial federal que fazia companhia à vítima no dia do crime e policiais civis do SIG (Serviço de Investigações Gerais).

Nesta quarta-feira (5), além de Isaac, uma outra pessoa, presa por participação direta no caso deve ser apresentada. Mais quatro homens foram detidos ao longo das investigações por envolvimento com os acusados de forma indireta e segundo a polícia, não participaram do ato que terminou com o advogado morto.

Eles também devem der apresentados.

A RECONSTITUIÇÃO

A movimentação na rua Albino Torraca, onde ocorreu o tiroteio que resultou na morte de Santos, teve início por volta das 22h. Em primeiro momento, o servidor público teve a sua versão reconstituída e logo em seguida foi a vez do acusado em participar do assalto apontar como aconteceu o caso.

Após observar atentamente às simulações, o delegado do SIG, Adilson Stiguivitis, afirmou que as situações tiveram divergências em suas apresentações, porém, segundo ele, o resultado da encenação foi bastante proveitoso, principalmente para esclarecer alguns fatores.

Ainda segundo Stiguivitis, as investigações continuam e agora é necessário aguardar os laudos periciais para que possa concluir o inquérito.

A reconstituição dos fatos estava marcada inicialmente para acontecer na noite de segunda-feira, porém, Isaac passou mal e foi levado para o Hospital da Vida. No dia do óbito de Márcio, ele foi ferido durante o tiroteio.

O CASO

Na madrugada do ocorrido, conforme apurado até o momento nas investigações, Santos seguia na caminhonete de propriedade dele pela rua Albino Torraca, na região central da cidade, na companhia do policial federal.

Voltando de uma boate, em determinado momento os dois resolveram parar o carro para urinar, no cruzamento da Albino com a rua Ciro Melo. No entanto foram surpreendidos por assaltantes. O policial então teria dado início a uma troca de tiros com o grupo que tentava levar a caminhonete.

Santos, por sua vez, teria ficado no meio do tiroteio. Ele foi atingido por oito tiros e morreu no local. Os assaltantes fugiram levando a caminhonete e um deles, que ficou ferido a tiros, foi socorrido e levado para o Hospital da Vida, onde acabou preso. Já o policial federal, que não ficou ferido, fugiu do local e se apresentou à polícia horas depois, alegando que não sabia que tinha atingido o amigo e nem que ele tinha morrido.

A caminhonete do advogado foi roubada. De acordo com a polícia, o veículo teria sido levado para o Paraguai.

Na semana passada, o presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul), Júlio César de Souza Rodrigues, esteve em Dourados, onde cobrou imparcialidade e também agilidade no andamento do inquérito. Rodrigues, inclusive, classificou o caso como “muito estranho” pelas circunstâncias que envolveram a morte e também o fato do advogado ter sido atingido por oito disparos.