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Policial

Travesti foi assassinada por extorquir ""esposas"" dos assassinos

O crime ocorreu na madrugada do dia 25 do mês passado, no cruzamento das Ruas Elvira Matos de Oliveira e Usy Nagamine, no Bairro Universitário, em Campo Grande.

Correio do Estado

04 de Dezembro de 2015 - 09:29

Dois pedreiros se apresentaram e confessaram ter assassinado a travesti ''Penépole'', de nome oficial Leandro Marcolan Shavetock, 21 anos. Wesley Rocha Reis Bento, 23 anos, e Leandro da Silva Martins, 21, disseram que agiram quando tiravam satisfação com a vítima sobre imposição de pagamento para prostituição no local.

O crime ocorreu na madrugada do dia 25 do mês passado, no cruzamento das Ruas Elvira Matos de Oliveira e Usy Nagamine, no Bairro Universitário, em Campo Grande.

De acordo com o delegado Sérgio Duarte, da 4ª delegacia, equipes de investigadores com apoio de policiais da 1ª delegacia já haviam identificado os assassinos, que aguardaram o período de flagrante passar para garantir a liberdade e se apresentaram horas depois. O primeiro a procurar a polícia foi Leandro da Silva no dia 26 e Wesley no dia seguinte.

“Ambos confessaram e disseram que as suas esposas, que fazem ponto no local, estavam sendo extorquidas pela vítima”, pontuou a autoridade.

Ainda conforme o delegado, ''Penélope'' cobrava R$ 10 por dia para permitir que as colegas se prostituíssem no endereço. De uma delas, cobrou multa de R$ 40 por não ter feito o pagamento. Cinco travestis eram vítimas de extorsão, segundo o delegado.

DINÂMICA

Sobre a dinâmica do crime, Leandro da Silva e Wesley disseram que haviam procurado ''Penélope'' para conversar sobre a imposição dos pagamentos, mas houve briga e a travesti teria os atacado com uma faca de serra.

Em defesa, conforme alegaram, atacaram a travesti com uma faca de açougue, de 12 centímetros de lâmina, que fora entregue ao delegado.

''Penélope'' foi golpeada 15 vezes, sendo cinco na região do tórax, quatro no lado direito das costas, outras quatro no outro lado, uma na perna esquerda e outra na nuca. A faca de serra que estava com a vítima foi encontrada no cenário do crime, sem vestígios de sangue. Wesley e Leandro da Silva responderão em liberdade pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil.