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Policial

Vereador de Rio Verde é investigado por envolvimento em furto de gado

O advogado que representa o vereador, Evaldo Luiz Rigotti, disse que o cliente nega a participação no caso.

Campo Grande News

22 de Maio de 2013 - 09:54

Uma investigação sobre furto de gado em fazendas de Rio Verde, a 207 quilômetros de Campo Grande, levou a Polícia Civil até a identificação do vereador Fabio de Oliveira Souza, conhecido como Fabinho Borracheiro (PRTB), suspeito de participar do esquema como receptador dos animais furtados.

Segundo o delegado Eder Oliveira Moraes, a apuração das denúncias começou em abril e parte do gado foi encontrada há uma semana em uma propriedade do vereador. Até agora a polícia recuperou 40 bovinos .

O delegado explica que o aumento nos registros de roubo de gado de vários produtores da cidade levou a polícia até o início de uma investigação para encontrar os responsáveis pelos crimes.

Após algumas buscas e depoimentos de produtores, a polícia descobriu que um caminhão, uma Saveiro e uma motocicleta eram usados em todos os furtos. Três pessoas foram identificadas como motoristas dos veículos e confessaram a ação.

Durante o depoimento, os suspeitos afirmaram que os gados eram furtados no período da noite. Em algumas ações os homens cortavam as cercas e em outras retiravam o gado pela própria porteira das propriedades.

Eder explica que uma das táticas para não levantar suspeita dos donos era o furto de poucos animais. “Eles invadiam as propriedades e furtavam de duas a três cabeças de gado por vez. Muitos fazendeiros nem desconfiavam, até porque um furto em uma fazenda com 5 mil cabeças não é fácil de ser percebido”, afirma o delegado.

Depois da identificação dos suspeitos, a polícia chegou até dois homens que compravam os animais, um deles é o vereador da cidade. Os policiais encontraram 20 cabeças de gado em uma propriedade do parlamentar há uma semana.

O delegado explica que nenhum dos cinco envolvidos foi preso porque não houve flagrante. O vereador não foi encontrado pelo delegado e também não participou da sessão da Câmara desta terça-feira (21).

Eder disse ainda que um mandado de prisão contra o vereador Fabio de Oliveira só deve ser pedido à Justiça caso seja comprovada a formação de quadrilha entre os três responsáveis pelo furto e os receptadores.

Outro lado

O advogado que representa o vereador, Evaldo Luiz Rigotti, disse que o cliente nega a participação no caso. O defensor explica que entrou com pedido de habeas corpus preventivo para que a liberdade do parlamentar seja respeitada.Rigotti explica que irá até a delegacia ainda nesta quarta-feira para ter acesso ao inquérito da investigação do caso.