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Política

Ari Basso diz que presença de Enelvo na Prefeitura é fundamental para sua administração

O chefe do executivo recebeu a reportagem do Região News na última quarta-feira em seu gabinete e por mais de 2 horas, fez um detalhamento do governo.

Flávio Paes/Região News

30 de Junho de 2013 - 22:20

Foto: Marcos Tomé/Região News

Ari Basso diz que presença de Enelvo na Prefeitura é fundamental para sua administração

Prefeito Ari Basso durante entrevista ao Região News

Indiferente às críticas de setores do próprio partido, o PSDB, expressas pelos vereadores tucanos Marcos Roberto e Mauricio Anache, o prefeito de Sidrolândia, Ari Basso, deixa claro que a presença de Enelvo Felini na Prefeitura é indispensável para destravar a administração, desatar “nós” herdados da  gestão passada, reequilibrar as contas públicas, devolvendo um mínimo de capacidade financeira para a Prefeitura assegurar investimentos em obras e projetos. 

“Eu só aceitei disputar a eleição, pois ser prefeito nunca fez parte do meu projeto  de vida, porque o Enelvo assumiu compromisso comigo  de que me ajudaria  caso eu vencesse a disputa. Ele  tem experiência, foi prefeito oito anos e acredito que tenha sido um dos melhores que cidade já teve. Sabe exatamente como funciona a máquina  administrativa, onde buscar recursos”, enfatiza Basso.

O chefe do executivo recebeu a reportagem do Região News na última quarta-feira em seu gabinete e durante o bate-papo admitiu: “Minha vida inteira trabalhei com produção  agrícola, pra mim, muita coisa da burocracia é novidade, estou aprendendo como funciona”, ressalta o prefeito, que confessa ter em 90 dias de governo,  dominado só 50% da máquina.

Ari Basso está convencido de que ao optar pela nomeação e a permanência de Enelvo na função de coordenador executivo da administração, fez uma escolha que expressa à vontade da população revelada nas urnas. “Em outubro ele foi eleito prefeito com mais de 50% dos votos. Montou sua equipe de governo, honrou os compromissos de campanha na montagem do secretariado. Não assumiu por conta da decisão da Justiça Eleitoral que impugnou o registro da sua candidatura. Elegi-me, com o Enelvo em meu palanque, com quase 60% dos votos, defendendo as mesmas propostas apresentadas na eleição de outubro”, justifica o prefeito.

Ele não compreende as razões dos dois vereadores do PSDB agora se insurgirem contra a participação do ex-prefeito no Governo. “Não vim aqui para fazer política. Vou dedicar 3 anos e 9 meses da minha vida a ser prefeito de Sidrolândia. Esta é a minha contribuição para a cidade onde estou há 40 anos. Não sou candidato a reeleição. Quero fazer o que é melhor para a cidade, dentro da legalidade, não tenho compromisso com o erro. Respeito todas as críticas dos vereadores, que tem todo o direito de expressar suas ideias”, dispara. 

Ele não se incomoda com as insinuações de que quem manda na prefeitura, é Enelvo, ao ponto de aguçar a imaginação do tucano Marcos Roberto, que criou um personagem, o Arinelvo. Ele deixa claro: “O Enelvo está na Prefeitura por uma decisão minha e só vai deixar suas funções caso queira. Se isto acontecer, vou colocar em seu colocar alguém da minha confiança e com o perfil de gestor para cumprir a mesma função”, assegura o prefeito.

Basso chegou a fazer alusão a dois empresários que integram o staff da cúpula tucana na cidade, como Moacir Hernandes e Dalto Pavei. Ari Basso garante que as diretrizes da administração são dadas por ele, enquanto cabe ao ex-prefeito colocá-las em prática, inclusive as decisões impopulares, como o corte de gastos de custeio e o enxugamento da folha pagamento. 

Ari Basso diz que presença de Enelvo na Prefeitura é fundamental para sua administraçãoHoje a Prefeitura gasta 56% da receita líquida com salário, terá de cortar quase 10%, para se ajustar aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O dia-a-dia da administração tem revelado que se Enelvo vai para linha de frente para executar as diretrizes de governo, quem dita o ritmo e a intensidade é Ari Basso.

Se dependesse apenas de Enelvo já teriam sido tomadas de forma mais aprofundada, medidas amargas, como a demissão de pessoal, a revisão do transporte universitário, que hoje custa R$ 333 mil por mês. O prefeito optou por um estilo gradualista, mais cauteloso. 

“Não é justo que o filho de alguém com condição financeira, tenha o mesmo benéfico do filho de um assentado, de um funcionário da Seara que ganha R$ 1 mil”, acredita Enelvo. O número de estudantes cresce na proporção de 20% ao ano, enquanto o orçamento aumenta no máximo 5%.