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Política

Blener Zan afirma que Siufi "visava o bem dos pacientes" no HC em MS

Sobre o grau de relacionamento entre os dois, o ex-presidente do conselho curador disse que Adalberto Siufi é médico da família dele e que só convivia com ele no hospital.

G1 MS

12 de Agosto de 2013 - 13:56

Em depoimento na Câmara Municipal de Campo Grande, o ex-presidente do conselho curador do Hospital do Câncer (HC) Blener Zan afirmou que Adalberto Siufi e os outros ex-membros da direção da unidade sempre “visavam o bem dos pacientes”.

A oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, na manhã desta segunda-feira (12), durou cerca de uma hora e meia. Zan elogiou Siufi, alegando que o ex-diretor-presidente do HC sempre buscava atingir as metas e melhorar a tecnologia do hospital.

Sobre o grau de relacionamento entre os dois, o ex-presidente do conselho curador disse que Adalberto Siufi é médico da família dele e que só convivia com ele no hospital. “Não tinha grau de amizade profunda com o doutor Adalberto, nunca fui pescar com ele ou na casa dele. Tenho relacionamento normal de paciente”, declarou.

Blener Zan negou que é investigado na operação Sangue Frio, mas justificou a renúncia ao cargo no conselho curador por não haver “mais clima para permanecer no hospital, administrativamente”.

Blener Zan respondeu vários questionamentos sobre a gestão do conselho e contratos. Rebatendo a afirmação do vereador Coringa (PSD) sobre compra e cessão de um equipamento de R$ 500 mil, o depoente garantiu que o procedimento não foi feito na gestão dele, assim como o contrato de 70% da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento de pacientes.

O mesmo parlamentar perguntou a Zan se não havia em Mato Grosso do Sul outras pessoas para presidir o conselho além dele e do Luís Felipe Mendes. “Nunca tive ambição de poder, sempre fui empregado e depois passei a ser empresário”, respondeu.

Zan disse que as prestações de contas eram feitas anualmente e que, até 2009, elas tinham aprovação do Ministério Público. Além disso, ele afirmou que cada departamento tinha autonomia para contratar profissionais e fazer compras.

"Pelo que o senhor Blener Zan está dizendo, conselho curador existia para inglês ver. O conselho não cumpria o seu papel", rebateu o presidente da CPI, vereador Flávio César (PTdoB), questionando o fato do conselho se reunir apenas duas vezes por ano, conforme o próprio depoente informou.

Depois que Zan afirmou novamente que não era função do conselho curador fiscalizar o dia a dia do Hospital do Câncer, os vereadores pediram que ele explicasse qual é a função do conselho. Em resposta, o depoente citou algumas funções que estavam no estatuto, dentre elas a que determina que o conselho só aprova a prestação de contas anualmente.

“O senhor está invalidando a função do conselho, que era a de fiscalizar e não o fez”, declarou Flávio César. No fim do depoimento, questionado sobre o que achava do escândalo no setor de oncologia, Zan afirmou que, se soubesse de alguma irregularidade, não teria participado do conselho. “Não tenho nada a esconder”, finalizou.