Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 27 de Novembro de 2021

Política

Deputado federal Fabio Trad apoia CPI da Petrobras

O deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS) vem apontando a necessidade desta CPI desde o início do ano, quando assinou o requerimento neste sentido.

Assessoria

13 de Agosto de 2013 - 08:42

Deputados protocolaram na Câmara Federal um requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a compra e venda de ativos da Petrobras no exterior. Eles também querem informações sobre a real situação das refinarias que a empresa está construindo. Assinaram o requerimento 199 deputados, 28 a mais do que o mínimo necessário.

O deputado federal Fabio Trad (PMDB-MS) vem apontando a necessidade desta CPI desde o início do ano, quando assinou o requerimento neste sentido. “Desde o semestre passado, minha assinatura consta no pedido de constituição da CPI da Petrobrás. Com a reportagem da Revista Época, a CPI é imprescindível para a investigação de desvios de dinheiro público envolvendo membros do Legislativo e do Executivo”, afirmou o deputado sul-mato-grossense.

Mesmo com a CPI criada não há previsão de instalação da comissão porque há outros 21 pedidos de instalação de CPIs. A criação de comissões de inquérito segue uma ordem cronológica na Casa, portanto, as outras precisam ser criadas para que esta possa existir. Apesar da dificuldade, os deputados que promoveram a  coleta de assinaturas acreditam que ela deverá ser criada porque teve apoio de deputados da base.

A CPI deverá investigar prioritariamente a compra e venda de bens no exterior como forma de capitalizar a empresa. Segundo os proponentes da CPI, esses bens foram vendidos a preço menor do que o de compra, impondo um prejuízo acima de 10 bilhões de dólares (cerca de R$ 20 bilhões).

Um dos bens no exterior que está sendo questionado pelos deputados é a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, esteve na Câmara na quarta-feira (7) e disse que, se soubesse da crise norte-americana, não teria autorizado a compra da refinaria em setembro de 2006 por 190 milhões de dólares.

Foster disse que, hoje, pode avaliar que a compra da empresa naquele momento foi negativa, e informou que a refinaria texana foi retirada da lista de ativos a serem vendidos porque os preços ofertados não foram bons frente aos lucros que a empresa poderá render em um futuro próximo.