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Política

Deputados gastam R$ 1,2 milhão em 7 meses; campeão usa R$ 214 mil

O campeão de gastos da bancada do Estado na Câmara Federal foi o deputado Geraldo Resende (PMDB), que usou 214.427,29 de janeiro a julho

Campo Grande News

10 de Agosto de 2013 - 09:53

Os gastos dos oito deputados federais de Mato Grosso do Sul com a verba de gabinete nos primeiros sete meses deste ano somaram R$ 1.254.900,69. A cota parlamentar, que pode ser usada para compra de passagens aéreas e pagamento de postagem de cartas e ligações telefônicas, entre outras despesas, nada tem a ver com o salário do deputado federal, que é de R$ 26,7 mil por mês.

O campeão de gastos da bancada do Estado na Câmara Federal foi o deputado Geraldo Resende (PMDB), que usou 214.427,29 de janeiro a julho. Seu maior gasto aconteceu em junho, quando a despesa somou R$ 39.162,35. Embora os meses de janeiro e julho sejam de recesso parlamentar, nesses dois meses Geraldo usou, respectivamente, R$ 28.645,59 e R$ 25.162,35 da cota.

Já a menor despesa foi realizada pelo deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), R$ 114.632,77, especialmente em razão de não ter gasto nenhum centavo da verba no mês de março. Nos meses de recesso, Azambuja despendeu R$ 8.115,80 (janeiro) e R$ 13.107,63 (julho).

Chama atenção ainda o fato de o deputado federal Akira Otsubo (PMDB) ter um dos mais altos gastos proporcionais em apenas quatro meses de mandato. Suplente, Akira assumiu a vaga deixada pelo deputado licenciado Edson Giroto, do mesmo partido, que assumiu o cargo de secretário estadual de Obras. No período de abril a julho, o mais novo parlamentar da bancada federal de Mato Grosso do Sul consumiu R$ 120.522,43 da cota. Desse total, a despesa mais elevada foi realizada em junho, R$ 43.152,58.

A cota gasta por Akira em junho foi elevada, superando o limite mensal da Câmara Federal, embora compensável pelo menor dispêndio em outros meses, mas ainda é menor do que a verba usada pelo deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM) em abril, R$ 45.562,82. O total da despesa de Mandetta nos últimos sete meses foi de R$ 184.552,05. Nos dois períodos de recesso, ele gastou respectivamente R$ 20.591,51 (janeiro) e R$ 13.192,81 (julho).

Os dois deputados federais do PT, Antônio Carlos Biffi e Vander Loubet, tiveram o mesmo patamar uso da cota parlamentar de janeiro a julho. Biffi gastou R$ 144.693,02, tendo utilizado no recesso de janeiro R$ 17.083,39 e no de julho apenas R$ 1.139,75. Vander consumiu nos primeiros sete meses do ano R$ 144.461,72, sendo R$ 19.643,19 em janeiro e R$ 9.830,25 em julho.

Fábio Trad utilizou R$ 178.037 da cota parlamentar no período, com o maior gasto, de R$ 41.187,92, tendo ocorrido em abril. Nos meses de recesso, Fábio usou R$ 18.319,38 (janeiro) e R$ 4.868,90 (julho).

De janeiro a julho, Marçal Filho gastou R$ 153.573,83 da cota parlamentar, sendo R$ 21.499,58 no recesso de janeiro e R$ 5.131,85 no do mês passado.

Cota parlamentar - A verba para esse tipo de despesa está prevista no Ato da Mesa da Câmara Federal nº 43, de 2009, que institucionalizou a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar e entrou em vigor em julho de 2009. Ficaram reunidas numa só cota as despesas anteriormente custeadas pela Cota de Transporte Aéreo, Cota Postal-Telefônica e Verba Indenizatória.

A cota agora abrange 12 categorias de despesas: passagens aéreas; telefonia; serviços postais; manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar; assinatura de publicações; fornecimento de alimentação ao parlamentar; hospedagem, exceto do parlamentar do Distrito Federal; locação ou fretamento de aeronaves, embarcações e veículos automotores; combustíveis e lubrificantes, até o limite de R$ 4.500 mensais; serviços de segurança, no mesmo limite; contratação, para fins de apoio ao exercício do mandato parlamentar, de consultorias e trabalhos técnicos, permitidas pesquisas socioeconômicas; e divulgação da atividade parlamentar, exceto nos 120 dias anteriores às eleições.

Atualmente, a cota parlamentar varia de R$ 23.033,13 por mês para parlamentares do Distrito Federal a R$ 33.516,34 mensais para os deputados do Acre. No ano passado, a Casa gastou R$ 170 milhões com a cota parlamentar. Essa variação ocorre por causa das passagens aéreas e está relacionada ao valor do trecho entre Brasília e o Estado que o deputado representa.