Política
Estado não vai tolerar nenhum tipo de desordem, diz Riedel sobre conflitos indígenas
Governador de MS disse que episódio em fazenda de Sidrolândia foi invasão criminosa de propriedade privada.
Midiamax
18 de Junho de 2026 - 09:17

Na manhã desta quinta-feira (18), em evento na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou que o Estado “não vai tolerar” nenhum tipo de desordem.
A afirmação foi feita durante fala sobre os conflitos indígenas registrados nos últimos dias no Estado. “Não há um palmo de terra no Mato Grosso do Sul onde o Estado não possa estar presente, garantindo a ordem, a institucionalidade e os direitos das pessoas”, disse Riedel.
O governador também comentou a fala do deputado – e ex-governador de MS -, Zeca do PT, de que os autores de episódio registrado no fim de semana, na Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia, seriam ligados a políticos de direita.
“Ouvi alguém dizer que existe ‘índio de direita’ ou ‘índio de esquerda’. Eu digo: existe criminoso de direita e criminoso de esquerda. Crime é crime. Não interessa quem o pratique ou de que forma o faça”, declarou Riedel.
Ao comentar sobre o episódio ocorrido em Sidrolândia, Riedel classificou como “um ato direto de agressão e invasão de uma propriedade legalizada, com destruição de patrimônio privado e furto”, complementando que a polícia agiu para “restabelecer a ordem, recuperou os bens furtados e está encaminhando o indiciamento dos autores”.
Sobre a resolução para o conflito, Riedel disse que “o Estado atua para manter e garantir a ordem, ao mesmo tempo em que participa das discussões para a construção de um arcabouço legal definitivo sobre o tema”.
Então, o governador disse que a discussão fundiária é legítima. “Se arrasta há anos no Congresso Nacional. Há dificuldades para se encontrar uma solução definitiva. Existe discussão sobre PEC, questionamentos no STF, grupos de trabalho inconclusos. Essa é uma discussão legítima, mas não pode servir de motivo para a instalação da desordem”.




