Política
Lula mantém Alckmin como vice e reforça chapa para reeleição
Presidente anuncia manutenção da chapa e reforça aliança para as eleições.
Capital News
01 de Abril de 2026 - 14:37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta terça-feira (31), que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será novamente candidato a vice na chapa que disputará a reeleição.
A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. O encontro também marca a saída de pelo menos 14 ministros do governo que devem disputar as eleições de outubro.
Segundo Lula, outros quatro ministros ainda devem anunciar a saída dos cargos nas próximas horas.
Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo precisam deixar as funções até 4 de abril para concorrer ao pleito. A exigência não se aplica aos cargos de presidente e vice-presidente.
É o caso de Geraldo Alckmin, que atualmente comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mas deverá deixar a pasta para participar da eleição.
“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC, porque será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula.
O presidente também indicou que pretende fazer mudanças pontuais na equipe para evitar impactos na gestão. A tendência é que secretários-executivos assumam interinamente os ministérios, garantindo a continuidade das políticas públicas.
Um exemplo é o Ministério da Fazenda. Com a saída de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo, o atual secretário-executivo Dario Durigan assumiu a pasta. Ele já participou de eventos oficiais ao lado de Lula como novo ministro.
Em outras áreas, as mudanças podem ser mais amplas, com a possibilidade de indicação de novos nomes fora da atual estrutura ministerial.
Ministros que devem deixar o governo:
• Fernando Haddad (PT), Fazenda: deve disputar o governo de São Paulo;
• Renan Filho (MDB), Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
• Rui Costa (PT), Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
• Gleisi Hoffmann (PT), Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
• Simone Tebet (PSB), Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
• Marina Silva (Rede), Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
• André Fufuca (PP), Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
• Carlos Fávaro (PSD), Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
• Waldez Góes (PDT), Integração Nacional: deve disputar o Senado pelo Amapá;
• Sílvio Costa Filho (Republicanos), Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara por Pernambuco;
• Paulo Teixeira (PT), Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
• Anielle Franco (PT), Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
• Sônia Guajajara (Psol), Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
• Macaé Evaristo (PT), Direitos Humanos: deve disputar a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Outros nomes com saída ou futuro indefinido:
• Camilo Santana (PT), Educação: deve atuar na campanha;
• Márcio França (PSB), Empreendedorismo: pode disputar o Senado por São Paulo ou atuar na campanha;
• Wolney Queiroz (PDT), Previdência: pode disputar a Câmara por Pernambuco;
• Alexandre Silveira (PSD), Minas e Energia: avalia candidatura ao Senado ou permanência no cargo;
• Luciana Santos (PCdoB), Ciência e Tecnologia: futuro ainda indefinido;
• Sidônio Palmeira, Comunicação Social: deve deixar o governo no meio do ano para atuar como marqueteiro da campanha.




