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Política

Mais Médicos: Dilma começa a achar o caminho, diz Takimoto

Para o parlamentar, o programa “Mais Médicos”, anunciado esta semana, evidencia que a pressão das ruas surtiu efeito

Assessoria

12 de Julho de 2013 - 10:00

O deputado estadual George Takimoto (PSL) é da opinião que a presidenta Dilma Roussef começa a fazer a lição de casa e demonstra humildade, ao recuar da intenção de importar médicos estrangeiros sem cuidar primeiro da estruturação de todo sistema de saúde pública do Brasil.

Para o parlamentar, o programa “Mais Médicos”, anunciado esta semana, evidencia que a pressão das ruas surtiu efeito e que a presidenta reconheceu a necessidade de tomar providências efetivas para definir uma verdadeira e arrojada política pública de saúde.

Takimoto – médico há 45 anos - ressalva que ainda falta muita coisa para acabar com o caos da rede pública, mas destaca algumas providências já definidas, como o apuro na formação dos profissionais, com a nova grade curricular, mais dois anos de formação para o curso de Medicina e a capacitação presencial dos formandos, trabalhando remunerados nesse período na rede pública.

“Eu não sou contra a ciência, seja ela de onde for. Não professo a xenofobia. Mas quando a presidenta veio com a determinação de trazer médicos cubanos sem consultar os conselhos federal e regionais, sem tomar nenhuma atitude para reestruturar o sistema como um todo, eu não concordei. Nós temos bons profissionais, mas a rede remunera mal. E, além disso, é necessário aprimorar a formação dos médicos e de todos os que trabalham no sistema. É preciso investir nesse aprimoramento, na estruturação física e científica das unidades públicas de assistência e, com igual ênfase, estimular o controle social e o combate à corrupção e aos desvios que vêm sendo noticiados quase todos os dias”, frisou o deputado.

MUDANÇAS - A partir de 2015, algumas mudanças vão ocorrer na formação de médicos no Brasil a partir do programa Mais Médicos, anunciado pela presidenta Dilma Rousseff. Além do aprimoramento da formação dos médicos, outras ações preveem a abertura de novas vagas de graduação e residência médica e a convocação de profissionais da saúde, brasileiros e estrangeiros, para atuarem no interior do país. O programa foi elaborado pelos ministérios da Saúde e da Educação e será viabilizado por Medida Provisória assinada hoje e publicada amanhã no Diário Oficial da União.

Também está definida a formatação de uma nova grade curricular para os cursos de medicina nas faculdades públicas e privadas, o que incluíra um segundo ciclo de dois anos de trabalho e formação médica. O primeiro na atenção básica e o segundo na urgência e emergência, ambos no Sistema Único de Saúde. Os cursos de medicina passarão a ter a duração de 8 anos, e não mais seis. O Conselho Nacional de Educação terá 180 dias para definir as novas diretrizes de formação de médicos no Brasil.

Após se formar, o estudante atuará nos ciclos por meio de uma autorização provisória, concedida pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). O Ministério da Saúde vai remunerar o segundo ciclo através de uma bolsa que pode variar de R$ 3 mil a R$ 8 mil. Somente após conclusão do segundo ciclo é que o aluno poderá ingressar na residência médica que, dependendo da especialização, pode durar de um a cinco anos.