Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 27 de Outubro de 2021

Política

Mandetta participará de audiência pública sobre importação de médicos na Câmara de Dourados

Na ocasião, o deputado espera discutir com os médicos douradenses, acadêmicos de Medicina da UFGD, secretários municipais de saúde da região e com a população

Assessoria

06 de Julho de 2013 - 11:00

A possível importação de médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil, sem passar pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos – Revalida, é tema de Audiência Pública a ser realizada na Câmara Municipal de Dourados na próxima segunda-feira (8), com a participação do deputado Federal pelo DEM-MS, Luiz Henrique Mandetta.

Na ocasião, o deputado espera discutir com os médicos douradenses, acadêmicos de Medicina da UFGD, secretários municipais de saúde da região e com a população, caminhos e sugestões. “Que a força de trabalho não seja tratada como uma questão eleitoreira, mas como eixo central da construção de um sistema de saúde universal, integral e equânime, que é o que todos buscamos desde a constituição de 1988”, disse Mandetta. A iniciativa do debate em Dourados é do vereador democrata Alan Guedes.

O parlamentar participou da manifestação realizada por médicos e estudantes de Medicina realizada na frente do Ministério da Saúde, no último dia 03. “Estou aqui protestando contra essa política debochada e cínica do governo federal que coloca em risco a saúde da população ao admitir médicos estrangeiros sem o exame Revalida”, disse o deputado federal pelo DEM-MS.

Para o deputado, o movimento que está nas ruas é, sobretudo, um movimento pela ética, lembrando que o Código de Ética médica foi sancionado pelo também médico e presidente, Juscelino Kubitscheck, em 1957, onde ficou claramente definido que, para ser médico no país, teriam que ser certificados os diplomas e títulos.

Ele sugeriu que seja incluída, no plebiscito pretendido pelo governo, uma pergunta para a população sobre o atendimento de saúde feito por médico sem certificação. “Querem resolver, façam um plebiscito e coloquem para a população a seguinte pergunta: você quer ser atendida por um médico que não tem certificação?”, propôs Mandetta.

Durante reunião da Comissão de Seguridade Social e Família, o deputado democrata reiterou as críticas que vem fazendo nos últimos dias. “O brasileiro vai dizer, em sua sabedoria, que quer mais saúde, quer mais médicos, mas antes de tudo, vai dizer que quer segurança para deixar um profissional atender a sua família”. Mandetta questiona sobre quem é que vai indenizar em caso de erro médico. “Quando você dá a chave do carro para alguém que não tem carteira de motorista o responsável é quem deu a chave do carro para ele, caso haja um atropelamento” compara.

No caso, quem esta permitindo que a pessoa prescreva quem vai lidar com as vidas das pessoas não é mais o médico, não é mais o Ministério da Educação, não são os conselhos médicos, mas sim é esse governo representado pelo Ministério da Saúde, que está somente com uma agenda política, pensando somente nas próximas eleições e não nas próximas gerações de brasileiros. “Estamos cansados de tanta incompetência, corrupção e mau uso da máquina pública. É por isso que estou na manifestação, não como médico, não como deputado, mas como cidadão responsável”, acentuou.