Política
Marcos Roberto denuncia pressão da cúpula tucana para que vote contra ficha limpa municipal
Como pretende se manter favorável ao projeto (doa em quem doer), o vereador teme ser vítima de retaliação com o não atendimento das suas reivindicações.
Flávio Paes/Região News
02 de Abril de 2013 - 09:33
Foto: Marcos Tomé/Região News
O vereador Marcos Roberto denunciou que está sendo pressionado por integrantes da cúpula do seu próprio partido, o PSDB, para que desista de apoiar o projeto do seu colega da bancada Mauricio Anache, que institui o projeto da Ficha Limpa na administração municipal em Sidrolândia. Para ser aprovada, a proposta de emenda à Lei Orgânica precisa do voto favorável de 9 dos 13 vereadores. Oito vereadores, incluindo os dois tucanos, já manifestaram apoio à proposta.
Em tom de desabafo, se dizendo constrangido, Marcos disse que recebeu várias ligações telefônicas de pessoas influentes na cúpula tucana o aconselhando a rever sua posição de votar em favor do projeto que atinge diretamente o presidente do diretório municipal do PSDB, o ex-prefeito Enelvo Felini.
Como foi considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral, caso a proposta de emenda à Lei Orgânica Municipal seja aprovada, Enelvo pode ter de deixar o cargo no primeiro escalão que ocupa na administração do prefeito Ari Basso. O vereador isentou o prefeito Ari Basso de responsabilidade pelas pressões.
Ele me deixou absolutamente à vontade para adotar postura que considerar mais adequada, garante Marcos Roberto, que preferiu preservar a identidade das pessoas que ligaram na tentativa de intimidá-lo. Também eximiu de participação nas ligações intimidatórias, a vereadora Vilma Felini (esposa de Enelvo). Ela o questionou em aparte durante seu pronunciamento.
Como pretende se manter favorável ao projeto (doa em quem doer), o vereador teme ser vítima de retaliação com o não atendimento das suas reivindicações por parte da administração municipal. Quero alertar a população de Sidrolândia, que daqui por diante, se as minhas indicações ficarem travadas, vocês saberão o motivo, destacou Marcos Roberto, reconhecendo o risco de encerrar sua carreira política já no primeiro mandato. Quero sair desta casa de cabeça erguida, pondera.
Marcos acha incompreensível que setores do PSDB mostrem estranheza com sua posição favorável ao projeto do vereador Mauricio Anache. A ficha limpa foi adotada no plano federal, nos estados e em várias cidades de Mato Grosso do Sul, como Corumbá, Dourados e agora em Campo Grande. Uma empresa privada quando vai contratar um funcionário exige o atestado de bons antecedentes criminais. Os aprovados nos concursos públicos também precisam apresentar toda esta documentação. Qual é o problema de se exigir a mesma coisa, de quem vai ocupar uma função de comando nos órgãos públicos enfatiza.





