Política
Pesquisa do TCE/MS mostra insatisfação com merenda e escolas municipais precárias
Na sexta-feira o relatório foi apresentado pela conselheira Marisa Serrano, primeiro ao prefeito Marcelo Ascoli e depois numa audiência pública na Câmara.
Flávio Paes/Região News
14 de Maio de 2017 - 20:54
O cenário que os auditores do Tribunal de Contas extraíram a partir das visitas que fizeram mês passado a 8 dos 22 estabelecimentos, retrata uma rede municipal de Sidrolândia com escolas precárias, em algumas há banheiros sem portas (caso da Escola Porfirio Lopes), salas mal ventiladas, fiação exposta, alunos tendo que fazer as aulas de educação física e improvisar atividades esportivas em campos improvisados de chão de terra batido, por falta de quadras, ainda que não sejam cobertas.
Na sexta-feira o relatório foi apresentado pela conselheira Marisa Serrano, primeiro ao prefeito Marcelo Ascoli e depois numa audiência pública na Câmara. Cobrou-se dos vereadores e dos conselhos (da merenda e de educação) participação mais efetiva na execução dos programas afetos a educação. No Legislativo, diante de uma plateia reduzida, o prefeito assistiu a apresentação dos problemas constatados, boa parte deles, que se arrastam há muito tempo.
A inspeção extrapolou os limites das irregularidades na merenda que motivou avaliar indicadores educacionais, condições do transporte escolar (das escolas e dos ônibus) e mostrou alguns indícios de que a qualidade do ensino não é das melhores: a maioria dos alunos tem dificuldades para responder o questionário elaborado pelo Tribunal para sondar a opinião sobre algumas questões que influenciam no seu dia-a-dia escolar.
Os auditores constataram distribuição inadequada dos livros didáticos, algumas escolas com livros inadequados e outras, simplesmente sem material; laboratórios de informática deficientes; ausência de capacitação continuada de professores; não há unificação de planejamento. No dia em que estiveram na cidade, os técnicos do TCE/MS encontraram sete dos 35 ônibus do transporte escolar, parados com problemas mecânicos.
Alguns dos problemas identificados pelos técnicos, nas visitas que fizeram as escolas, foram apontados pela comunidade escolar (alunos, professores e pais) nos questionários que responderam. Os professores listaram como maiores problemas das escolas, as salas mal ventiladas (22,64%); instalações inadequadas (24,55%); turmas com excessos de alunos (24,55%) e falta de materiais e equipamentos (16,98%).
Os
pais
apontaram como maiores problemas,
a estrutura física das escolas (33,47%); a falta de segurança (25,65); a
qualidade da merenda (20,46%) e a limpeza precária dos estabelecimentos de
ensino (13,97%). Escolas com estruturas precárias (27,24%) e quadras quebradas
(24,14%), foram os problemas mais mencionadas pelos estudantes, mais da metade
deles (55,35%) classificaram como ruim a merenda que lhes é oferecida.




