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Política

PSD prefere “ônibus” de Delcídio na disputa do governo de MS

Para analistas, ainda é prematuro desenhar um cenário apontando adversários e aliados na corrida sucessória estadual diante dos últimos acontecimentos registrados no País.

Willams Araújo

22 de Julho de 2013 - 13:25

O comando regional do PSD reagiu com desdém à proposta do governador André Puccinelli (PMDB) de deixar em aberto a vaga de vice a aliados na composição da chapa majoritária a ser encabeçada pelo PMDB na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul em 2014.

Em recente entrevista à imprensa da Capital, o governador incluiu ainda como alternativa para os aliados a indicação do suplente do Senado na chapa peemedebista, fato que também gerou divergências em âmbito da política estadual.

Hegemônico no governo estadual, o PMDB ainda não definiu qual será o seu candidato à sucessão de André Puccinelli, mas dispõe de duas opções, o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, e a vice-governadora Simone Tebet.

Apesar disso, o grupo político liderado pelo governador trabalha forte no sentido de continuar comandando o Estado.  A ideia da cúpula peemedebista é anunciar seu representante em meados de agosto ou começo de setembro, conforme já deixou claro o presidente da executiva regional, deputado estadual Júnior Mochi, e o próprio governador.

Particularmente, o presidente regional do PSD, Antonio João Hugo Rodrigues, disse que prefere entrar no “ônibus” do senador Delcídio do Amaral (PT), contrapondo-se assim à proposta feita por André de entregar as vagas de vice e a suplência do Senado aos partidos  aliados.

Além de tomar uma posição antecipada em torno da sucessão estadual -- até porque as convenções para homologação de candidaturas ocorrerão somente em junho do ano que vem -- Antônio João, classificou de absurda a proposta do governador.  “O ônibus do senador Delcídio tem muito espaço para os aliados”, disse Antônio João, citando o Senado e as vagas de vice e suplente. 

Para analistas, ainda é prematuro desenhar um cenário apontando adversários e aliados na corrida sucessória estadual diante dos últimos acontecimentos registrados no País.

Além do mais, as cúpulas nacionais do PT e do PMDB, entre outros partidos, ainda procuram se situar após as manifestações populares ocorridas recentemente e que abalaram a estrutura do governo da presidente Dilma Rousseff.

QUEDA

Na prática, há interpretações de que a queda de popularidade da presidente Dilma colocará em risco a costura de alianças nos principais centros brasileiros.  De acordo com pesquisa divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), Dilma teve uma queda de 22,9 pontos na popularidade de seu próprio governo.

Ocorre que a queda de popularidade da presidente impôs um freio na costura de alianças para sua reeleição em vários estados.