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Política

PT e PMDB patrocinam projeto para barrar candidatura de Marina Silva à presidência

O projeto de Edinho Araújo impede a transferência do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e dos recursos do Fundo Partidário relativos aos deputados que mudam de partido durante a legislatura.

Agência Câmara

17 de Abril de 2013 - 16:35


A Câmara Federal pode votar nesta quarta-feira (17) um projeto de lei do deputado Edinho Araújo, do PMDB de São Paulo, que tem por objetivo dificultar o caminho dos novos partidos, principalmente os que podem ser concorrentes diretos da presidente Dilma Rousseff (PT), que tentará a reeleição.

Os deputados que discordam do projeto entendem que ele é uma manobra clara para dificultar a candidatura de Marina Silva à Presidência em 2014 e a criação do novo partido, a Rede Sustentabilidade. Marina Silva é uma das pré-candidatas  à presidência e, segundo pesquisas, só perderia  para Dilma Rousseff.

A ex-senadora tentou convencer o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a derrubar a manobra, mas isso dificilmente ocorrerá, visto que o projeto atende interesses do PMDB, que tem a vice-presidência da República.

Após a tentativa, Marina disse que a aprovação não impediria a criação do novo partido e avisou que tentaria convencer senadores a rejeitarem a proposta. “Estão usando de dois pesos e duas medidas: para os amigos, tudo; para os supostos inimigos, uma lei de encomenda", criticou.

As críticas de Marina referem-se à criação do PSD, que, apesar de criado no meio da legislatura, conseguiu na Justiça direito a tempo de televisão e fundo partidário. Há quem diga que o PSD foi patrocinado pela presidente Dilma para esvaziar o partido adversário, DEM.

O projeto de Edinho Araújo impede a transferência do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e dos recursos do Fundo Partidário relativos aos deputados que mudam de partido durante a legislatura. A oposição entende que o projeto também tem o objetivo de comprometer a fusão entre PPS e PMN e promete ir à Justiça, assim como o PSD, para garantirem tempo na televisão. Quem é a favor do projeto alega que ele tem por objetivo a proliferação de novas legendas.