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Política

Simone fala em sinal amarelo e Soraya pede sabedoria

Correio do Estado

05 de Maio de 2021 - 08:47

Simone fala em sinal amarelo e Soraya pede sabedoria
Simone fala em sinal amarelo e Soraya pede sabedoria - Divulgação

Os senadores que representam Mato Grosso do Sul acompanharam o depoimento de seu conterrâneo e ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ontem na CPI da Covid-19. Simone Tebet (MDB) afirmou que o depoimento de Mandetta acendeu o sinal amarelo. O ex-ministro deixou claro que tentou alertar sobre a transmissão comunitária, o uso de máscaras, o isolamento e as campanhas informativas.

“Ele, como testemunha, é importante confirmar isso para a CPI”, comentou a senadora. A senadora Simone ainda disse que ficou indignada com a informação sobre um documento que teria sido elaborado por um servidor público para alterar a bula da cloroquina.

“Burlar, alterar bula de medicamento, pelo Código Penal, é crime. Pena de 10 a 15 anos. Falsidade ideológica. Não se abriu uma sindicância, um processo administrativo para demitir uma pessoa que comete um crime dessa grandeza diante de uma pandemia como essa”, disse. Já Soraya Thronicke (PSL), que assistiu todo o depoimento de Mandetta, preferiu não comentar as falas do ex-ministros.

“É um momento que o Poder Público deve atuar com sabedoria. A vacinação e as condições dignas de tratamento continuam sendo as prioridades”, avaliou.

Já o senador Nelson Trad Filho (PSD), disse ao Correio do Estado que acompanhou, mais intensivamente, o depoimento de Mandetta no início dos trabalhos da sessão, por conta de compromissos públicos que já estavam agendados. No entanto, pelo pouco que assistiu, Trad afirmou que achou o ex-ministro assertivo e seguro de suas respostas.

“Todos os questionamentos foram respondidos de forma enfática por Mandetta e, por causa dessa postura, tudo me leva a crer que ele tem como provar o que está afirmando".

"Porém, caso tenha acontecido erros por parte do Planalto, no combate à pandemia, acredito que não tenha sido de forma deliberada e criminosa, como alguns senadores querem imputar ao presidente”, disse o senador.