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Política

Tendência aponta para pulverização de candidaturas ao governo em 2014

A possível candidatura do PTB é anunciada diante de um quadro sob o qual três partidos já se movimentam desde o início do ano em torno da sucessão de André Puccinelli.

Willams Araújo

01 de Agosto de 2013 - 08:09

Apesar das indefinições nos quadros partidários, a tendência aponta para a pulverização de candidaturas ao governo de Mato Grosso do Sul em 2014 a partir do surgimento de novos projetos políticos. Além de PMDB, PT e PSDB, que já discutem a sucessão estadual, o PTB anunciou nesta quarta-feira sua pretensão de lançar candidato próprio no ano que vem.

Aliados de primeira hora do governador André Puccinelli (PMDB), os petebistas dão sinais de rompimento faltando mais de um ano para as eleições. Em entrevista na Capital, o presidente regional do PTB, Ivan Louzada, adiantou que a ideia do partido é traçar uma linha de independência política visando o próximo pleito. Se isso ocorrer, o partido deixa de ser coadjuvante do PMDB, da mesma forma com que fizeram PSDB e PPS nas eleições para prefeito de Campo Grande.

Apesar da intenção de caminhar com as próprias pernas na próxima campanha, o PTB não descarta a possibilidade de apoiar outro projeto político. No entanto, avisa que ainda não tem compromisso com nenhum dos grandes partidos.  Louzada trabalha com a possibilidade de lançar ao governo do Estado um nome ligado ao agronegócio ou um empresário do setor do transporte urbano.

Ele citou, entre outras  alternativas, o nome do presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Chico Maia, e o do empresário Sinval Martins, proprietário da empresa Jaguar.

“Temos pessoas capacitadas para desenvolver a região, entre eles empresários do agronegócio e do ramo de transporte”, adiantou o dirigente petebista durante entrevista ao Portal Campo Grande News.

Um dos motivos para o eventual rompimento com o governo, segundo Louzada, seria a necessidade de renovação política, exigência feita durante os manifestos populares ocorridos no país.  Diante disso, o dirigente garante que o PTB filiou em seus quadros várias lideranças, entre as quais, empresários capazes de concorrer ao governo em 2014.

Questionado sobre o possível rompimento com o PMDB, Louzada limitou-se a dizer que está cumprindo apenas determinação do presidente nacional licenciado do PTB, Roberto Jefferson, com quem almoçou ontem em Brasília juntamente com o vice-presidente do Banco do Brasil, Benito Gama, atual dirigente da legenda.

Na prática, o comando regional da legenda segue orientação da cúpula nacional, que voltou à base aliada do governo Dilma Rousseff após indicar Benito Gama à vice-presidência do Banco do Brasil.

QUADRO PULVERIZADO

A possível candidatura do PTB é anunciada diante de um quadro sob o qual três partidos já se movimentam desde o início do ano em torno da sucessão de André Puccinelli.

Além das alternativas do PMDB, que está dividido entre o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, e a vice-governadora Simone Tebet, o  senador Delcídio do Amaral (PT) já está em pré-campanha desde que se reelegeu.

Motivado pelo excelente resultado que obteve nas eleições para prefeito de Campo Grande, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) estuda a possibilidade de concorrer ao cargo.

Embora tenha seu nome lembrado para concorrer ao Senado, mesmo que seja por uma chapa majoritária encabeçada por um desses concorrentes, o tucano usa a mesma estratégia que usou na campanha eleitoral de 2012, quando a militância do PSDB percorreu os bairros da Capital – dentro do projeto “Pensando Campo Grande” – para colher propostas a serem inseridas em sua plataforma de governo.

Desta vez, Azambuja faz uma espécie de pré-campanha com o projeto “Pensando Mato Grosso do Sul”, por meio do qual sonda o clamor popular.  Além da expressiva votação que recebeu na disputa pela prefeitura da Capital, o deputado está sendo aconselhado a entrar na disputa pelo diretório nacional do PSDB, que pensa em eleger o senador Aécio Neves (MG) presidente da República em 2014.