Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 13 de Junho de 2024

Região

Mato Grosso do Sul tem o quinto menor déficit habitacional do País, diz estudo

Correio do Estado

17 de Maio de 2024 - 07:56

Mato Grosso do Sul tem o quinto menor déficit habitacional do País, diz estudo
Apesar de número ser baixo, nos últimos anos ouve um aumento de residências precárias em MS - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado.

Mato Grosso do Sul tem o quinto menor déficit habitacional do Brasil. Isso é o que indica o relatório feito pelo Ministério das Cidades. Em levantamento feito no período de sete anos (2016 a 2022) o relatório do governo federal mostra que Mato Grosso do Sul, no ano de 2022, tem um déficit de habitação de 76.009 moradias, o quantitativo, se comparado com os demais estados do país, é o quinto menor, atrás apenas de: Acre (28.717), Roraima (30.943), Tocantins (44.730) e Amapá (47.664).

O critério estabelecido da pesquisa para reconhecer o deficit de habitação leva em conta habitações precárias, a coabitação (pessoas que moram juntas sem vínculo familiar) e o ônus excessivo com o aluguel. No Estado, de acordo com o relatório que usa como fonte o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 18.651 habitações precárias, 12.571 situações de coabitação e 44.787 situações de aluguel.

O componente principal do déficit habitacional no Brasil é o ônus excessivo com o aluguel urbano (3,24 milhões), seguido pelas habitações precárias (1,68 milhão) e coabitação (1,28 milhão), sendo que  o predomínio do componente ônus excessivo com o aluguel se dá em três regiões do país, o Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

Outro ponto mostrado pelo relatório do Ministério das Cidades, aponta que Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, assim como estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste, apresentam apenas 10% de déficit habitacional na zona urbana, tendo mais problemas com moradia precária, ou a falta de moradia, na zona rural.

O mesmo acontece nos estados do Norte e Nordeste, que têm déficit habitacional rural em 22,1% e 25,8% respectivamente. Mesmo com baixos índices de déficit habitacional no país, em Mato Grosso do Sul o número de moradias de aluguel e de condições precárias vem aumentando nos últimos anos.

No levantamento de 7 anos, em 2016 o Estado tinha o maior índice, com déficit de 77.950 moradias. Nos dois anos seguintes houve uma diminuição no número de registros, porém a partir de 2019 houve um crescimento que elevou o número para 76.009 em 2022, uma diferença de apenas 2,4% do maior índice, em 2016.

CENTRO-OESTE

Comparando o déficit de habitação de Mato Grosso do Sul com os demais estados do Centro-Oeste, MS têm o menor índice de habitações precárias da região.

Goiás apresenta o pior índice da região (211.743), sendo este mais que o dobro registrado em Mato Grosso do Sul. O Mato Grosso vem logo atrás de Goiás, com 120.207 habitações deficitárias, e o Distrito Federal têm 91.726 nos dados de 2022.

Entre os índices de habitações precárias, o Distrito Federal é o estado com menos moradias nestas situações (4.306), MS tem o segundo menor registro, com 18.651 habitações precárias, seguindo por Goiás (46.695) e Mato Grosso (48.207).

PROJETOS

Em junho de 2023 o Ministério das Cidades, e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul anunciaram o lançamento de programas de habitação, que juntos somam 3.122 novas moradias para famílias de MS.

O governo federal anunciou, por intermédio do programa Minha Casa Minha Vida, que serão construídas 912 moradias no Estado, para famílias que necessitam de melhoria habitacional em áreas rurais.

Já o governo do Estado lançou o projeto “Bônus Moradia”, que faz parte do Programa Estadual “MS Moradia”, que prevê 2.210 contratações de moradias para famílias que receberão auxílio para dar a entrada financeira na compra da casa própria.

Os anúncios feitos de novas moradias para a população do Estado, com subsídio do governo federal, aconteceram 10 anos após o início do processo de seleção dos candidatos beneficiados de empreendimentos, com o Residencial Jardim Canguru e o Loteamento Amarra Cabelo, entregues em 2022.

De lá para cá as obras foram realizadas dentro dos projetos apresentados em 2013, e entregues pelos programas habitacionais como o Casa Verde e Amarela. No ano de 2012, durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), foi anunciado no programa Minha Casa, Minha Vida 2 a construção de 2.197 casas para Mato Grosso do Sul, selecionados para 53 municípios do Estado.

Já em janeiro deste ano a Prefeitura de Campo Grande também anunciou novos empreendimentos habitacionais pelo novo Minha Casa, Minha Vida. O empreendimento, que será feito no Conjunto Residencial Jardim Antártica, contará com a construção de 60 unidades habitacionais. O terreno para essa construção foi doado pelo município, cujo valor é estimado em mais de R$ 2 milhões.

SAIBA 

Habitações do Minha Casa, Minha Vida

De acordo com dados do Ministério das Cidades, na região Centro-Oeste do Brasil será destinado 3.775 unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida para famílias que moram na zona rural neste ano. O vizinho Mato Grosso receberá a construção de 2.146 casas, seguido de Goiás (469) e Distrito Federal (248).