SIDROLÂNDIA- MS
Acusados de assassinar e ocultar o corpo de Magno vão a júri popular a partir das 9 horas desta quinta-feira
Quase dois anos após o crime, caberá a um Conselho de Sentença formado por sete jurados decidir se os réus serão condenados ou absolvidos.
Redação/Região News
23 de Julho de 2026 - 08:34

Os quatro acusados de assassinar e ocultar o corpo de Magno Fernandes Monteiro serão julgados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Sidrolândia a partir das 9 horas desta quinta-feira (23). João Pedro Lopes, Otávio Miguel Santos de Souza, Jailson da Conceição do Nascimento e Natally Machado da Silva respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Quase dois anos após o crime, caberá a um Conselho de Sentença formado por sete jurados decidir se os réus serão condenados ou absolvidos.
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O caso teve início em 18 de novembro de 2023, quando Magno desapareceu. O pai da vítima registrou boletim de ocorrência e, durante meses, a Polícia Civil realizou diligências sem conseguir localizar seu paradeiro. As investigações só ganharam um novo rumo em fevereiro de 2024, quando Natally Machado da Silva procurou a Delegacia de Polícia para denunciar João Pedro Lopes por violência doméstica. Em seu depoimento, ela afirmou que havia sido ameaçada de morte e que João Pedro disse que faria com ela o mesmo que havia feito com Magno. Também revelou aos investigadores que conhecia o local onde o corpo estava enterrado.
Dias depois, a tia de Magno, Elma de Lima Machado, encontrou uma arcada dentária e parte de um crânio enquanto colhia mandioca no terreno onde Magno morava. A perícia confirmou que os restos mortais pertenciam à vítima, encerrando mais de seis meses de buscas e permitindo o avanço das investigações.
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Com o aprofundamento do inquérito, a Polícia Civil prendeu preventivamente os quatro investigados. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o homicídio foi motivado por desavenças envolvendo a ocupação do imóvel onde Magno residia e contou com a participação de todos os denunciados, que teriam dividido as tarefas para executar o crime e ocultar o cadáver.
Conforme a acusação, João Pedro Lopes foi o responsável por iniciar as agressões com um golpe de martelo na cabeça da vítima. Otávio Miguel Santos de Souza teria imobilizado Magno para impedir qualquer reação, enquanto Jailson da Conceição do Nascimento desferiu os golpes de faca.''
Após a morte, os três enterraram o corpo em uma cova nos fundos do terreno e, posteriormente, retornaram ao local para aprofundá-la e cobrir o cadáver com uma lona, dificultando sua localização.
Em relação a Natally Machado da Silva, a denúncia afirma que ela avisou aos demais acusados que Magno estava sozinho em casa, possibilitando a execução do plano criminoso. Depois do homicídio, ainda segundo o Ministério Público, ela limpou a residência da vítima para eliminar vestígios do crime.
Durante a investigação, três dos acusados confessaram participação no crime perante a Polícia Civil, descrevendo a dinâmica dos fatos e atribuindo participação aos demais envolvidos. No decorrer da ação penal, entretanto, as defesas contestaram as acusações, questionaram a validade das provas produzidas no inquérito e pediram a revogação das prisões preventivas, além da impronúncia dos réus por entenderem que não havia elementos suficientes para submetê-los ao Tribunal do Júri.
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Após a instrução processual, o juiz concluiu que havia prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, pronunciando os quatro acusados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. As defesas recorreram da decisão, mas os recursos foram rejeitados, mantendo a realização do julgamento popular.
Na sessão desta quinta-feira, Ministério Público e advogados de defesa apresentarão aos jurados suas teses sobre o caso.




