SIDROLÂNDIA- MS
Réu confessa ter matado Magno, muda versão dada à polícia e nega uso de martelo
João Pedro Lopes, confessou ter matado Magno Fernandes Monteiro, em depoimento aos jurados, afirmou que desferiu de três a quatro facadas contra a vítima.
Redação/Região News
23 de Julho de 2026 - 14:26

O primeiro réu a ser interrogado no Tribunal do Júri realizado nesta quinta-feira (23), no Fórum de Sidrolândia, João Pedro Lopes, confessou ter matado Magno Fernandes Monteiro. Em depoimento aos jurados, afirmou que desferiu de três a quatro facadas contra a vítima.
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Magno Fernandes Monteiro desapareceu em novembro de 2023. Dias depois, as investigações da Polícia Civil levaram à descoberta de seu corpo enterrado em uma cova rasa, em uma área de mata na região de Sidrolândia. Conforme a denúncia do Ministério Público, o homicídio foi praticado por João Pedro Lopes, Otávio Miguel Santos de Souza, Jailson da Conceição do Nascimento e Natally Machado da Silva, que respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Segundo a denúncia, Magno foi atraído até a residência onde o grupo estava consumindo drogas. No local, foi atacado com golpes de faca e também sofreu lesões contundentes na cabeça, atribuídas pelo Ministério Público a um martelo. Depois do crime, os acusados teriam enterrado o corpo em uma cova rasa no terreno da casa, na tentativa de ocultar o homicídio.''
As investigações apontaram ainda que, dias antes do homicídio, um dos denunciados teria recebido uma motocicleta de Magno como pagamento por drogas. A vítima teria retornado para reaver o veículo, circunstância que, segundo a acusação, desencadeou o assassinato. A Polícia Civil reuniu depoimentos, perícias e demais provas que embasaram a denúncia oferecida pelo Ministério Público.
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Durante o interrogatório, João Pedro negou ter atingido Magno com um martelo. A versão foi contestada pela promotora de Justiça, que citou o laudo pericial indicando a existência de dois ferimentos no crânio da vítima compatíveis com esse tipo de instrumento.
O réu também modificou parte da versão apresentada durante o inquérito policial. À Polícia Civil, havia declarado que Natally Machado da Silva avisou que Magno estava dormindo antes da execução do crime. Diante dos jurados, entretanto, afirmou que ela não participou da execução e sustentou que Otávio Miguel Santos de Souza e Jailson da Conceição do Nascimento apenas ajudaram a cavar a cova e a enterrar o corpo, afastando a participação deles no homicídio. João Pedro declarou ainda ser usuário de cocaína.
O julgamento prossegue no plenário do Tribunal do Júri. Após o interrogatório dos demais três acusados, serão realizados os debates entre acusação e defesa. Em seguida, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidirá individualmente sobre a responsabilidade de cada um dos réus pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Quase dois anos após o crime
Os quatro acusados são julgados quase dois anos após o assassinato de Magno Fernandes Monteiro. O caso teve início com o desaparecimento da vítima, em novembro de 2023, e ganhou novos desdobramentos quando as investigações levaram à localização do corpo enterrado e à prisão dos denunciados.
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Durante a instrução processual, as defesas tentaram revogar as prisões preventivas e recorreram da decisão de pronúncia, alegando insuficiência de provas e nulidades no processo. Os recursos foram rejeitados, e a Justiça manteve a decisão de submeter os quatro acusados ao Tribunal do Júri.




