SIDROLÂNDIA- MS
Em meio a denúncias de tentativa de compra de vereadores, prefeito sofre nova derrota na votação da LDO
Por 7 votos a 5, os vereadores mantiveram o limite de 15% para abertura de créditos suplementares, rejeitando a tentativa do Executivo de restabelecer o percentual de 40% previsto no projeto original.
Redação/Região News
29 de Junho de 2026 - 13:10

O prefeito Rodrigo Basso sofreu, na sessão desta segunda-feira, uma nova derrota política na Câmara Municipal. Foi o segundo revés em menos de uma semana durante a apreciação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026. Por 7 votos a 5, os vereadores mantiveram o limite de 15% para abertura de créditos suplementares, rejeitando a tentativa do Executivo de restabelecer o percentual de 40% previsto no projeto original.
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A proposta para retornar ao índice de 40% foi apresentada por meio de emenda do presidente da Câmara, Otacir Figueiredo, mas acabou rejeitada pelo mesmo placar de 8 votos a 5. Com isso, foi mantida a alteração aprovada na semana passada pela maioria dos parlamentares.
A sessão foi marcada por fortes acusações contra o prefeito. Os vereadores Gabriel Auto Car e Elaine de Souza, que já haviam votado pela redução do percentual de suplementação, denunciaram da tribuna supostas tentativas de convencimento para que mudassem de posição. Ambos afirmaram que o prefeito e integrantes de sua equipe teriam buscado "comprar" apoio político para reverter o resultado da votação anterior.
A vereadora Elaine de Souza afirmou que sofreu pressão relacionada ao projeto que autoriza a doação de uma área pública para a construção de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Segundo ela, o pedido para retirada da proposta da pauta teria sido utilizado como instrumento de pressão.
Jamais esperava uma atitude dessas do prefeito. Esse projeto da casa para idosos não é para me atender. É uma iniciativa de interesse da cidade. Temos vários idosos sofrendo e precisando de acolhimento e apoio", declarou.''
Outra denúncia foi feita pela vereadora Juscinei Claro. Ela afirmou ter sofrido retaliação após votar favoravelmente à emenda que reduziu de 40% para 15% o limite de suplementação.
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"No dia seguinte à sessão da semana passada, demitiram minha sobrinha da função de coordenadora na escola onde trabalhava. Também negaram um pedido que eu havia feito para o fornecimento de tendas destinadas à festa filantrópica da Igreja Católica no Assentamento São Pedro", afirmou.
Durante a discussão, o vereador Cledinaldo Cotócio também defendeu a manutenção do limite de 15% para suplementação orçamentária, argumentando que a medida fortalece o papel fiscalizador do Legislativo.
"Não podemos dar um cheque em branco para o Executivo, porque os vereadores, que já são ignorados, ficarão ainda mais marginalizados", declarou. O parlamentar acrescentou que está disposto a enfrentar eventuais consequências de sua posição, inclusive possíveis retaliações, como o comprometimento do emprego de aliados na Prefeitura.
As acusações elevaram a tensão política durante a sessão e aprofundaram a crise entre o Executivo e parte dos vereadores justamente em uma das principais votações do calendário orçamentário do município.
Impacto nas contas públicas
Com a manutenção do limite de 15%, a Prefeitura poderá remanejar, sem necessidade de autorização específica da Câmara, até R$ 70,7 milhões do orçamento previsto para 2026, estimado em R$ 471,5 milhões.
Se tivesse prevalecido a proposta original do Executivo, de 40%, a margem para suplementações chegaria a R$ 188,6 milhões. Uma alternativa intermediária de 30% permitiria remanejamentos de até R$ 141,4 milhões.
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Na prática, a decisão da Câmara reduz significativamente a autonomia do Executivo para alterar dotações orçamentárias ao longo do exercício financeiro, obrigando o prefeito a solicitar autorização do Legislativo para qualquer remanejamento que ultrapasse o limite de 15%.
A nova derrota representa mais um revés político para o prefeito Rodrigo Basso e evidencia o desgaste na relação entre o Executivo e a maioria da Câmara Municipal, que tem demonstrado disposição para ampliar o controle sobre a execução do orçamento e restringir a margem de manobra da administração mu




