Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Terça, 9 de Junho de 2026

SIDROLÂNDIA- MS

Gastos com aluguel da Prefeitura já são 55% maiores que em 2024, denuncia Cledinaldo

Os gastos da Prefeitura de Sidrolândia com aluguel de imóveis cresceram mais de 55% em comparação com 2024 e já ultrapassam R$ 2,8 milhões em 2026.

Redação/Região News

09 de Junho de 2026 - 07:59

Gastos com aluguel da Prefeitura já são 55% maiores que em 2024, denuncia Cledinaldo
Vereador Cledinaldo Cotocio. Foto: Arquivo Região News

Os gastos da Prefeitura de Sidrolândia com aluguel de imóveis cresceram mais de 55% em comparação com 2024 e já ultrapassam R$ 2,8 milhões em 2026. Os números foram apresentados pelo vereador Cledinaldo Cotocio durante a sessão desta segunda-feira (8) da Câmara Municipal, quando o parlamentar questionou as prioridades da administração municipal diante das perdas acumuladas pelos servidores públicos.

✅ Receba no WhatsApp as notícias do RN

De acordo com os dados expostos na tribuna, as despesas com locação de imóveis somaram R$ 1.819.457,21 em 2024. No ano seguinte, o valor saltou para R$ 2.829.155,26, um aumento de R$ 1.009.698,05, equivalente a 55,5%. Em 2026, a Prefeitura já desembolsou R$ 2.820.583,32, montante praticamente igual ao gasto durante todo o ano de 2025 e 55% superior ao registrado em 2024.

Cledinaldo destacou que a elevação das despesas ocorreu em ritmo muito superior ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), indicador tradicionalmente utilizado para reajustar contratos de aluguel. Enquanto o índice acumulou alta de 6,54% em 2024 e registrou retração de 1,05% em 2025, os gastos da Prefeitura avançaram mais de 55%.''

Para o parlamentar, o crescimento das despesas não foi provocado apenas pelos reajustes contratuais, mas principalmente pelo aumento da quantidade de imóveis alugados pela Prefeitura. Segundo ele, a locação de novos prédios pela administração municipal explica o salto de 55,5% nos gastos entre 2024 e 2025, percentual muito superior à variação do IGP-M no período.

✅ Clique aqui para seguir o RN no Facebook 

O vereador também questionou a transferência de repartições públicas para imóveis alugados, mesmo havendo estruturas pertencentes ao município. Como exemplo, citou o Laboratório Central, que anteriormente funcionava em prédio público e passou a operar em um imóvel locado pela administração municipal, ao custo de R$ 10 mil por mês.

Salários achatados

O  parlamentar chamou atenção para o contraste entre a expansão dos gastos administrativos e o tratamento dispensado aos servidores municipais. Enquanto as despesas com aluguel cresceram de forma expressiva, os servidores receberam proposta de reajuste salarial de apenas 3,77%, índice inferior à inflação acumulada de 4,41%, o que representa perda real do poder de compra.

Cledinaldo destacou ainda o impacto no orçamento dos servidores das alterações na coparticipação do plano de saúde da Cassems. O valor cobrado para manutenção de cônjuges como dependentes passou de R$ 35 para R$ 450 mensais, reajuste superior a 1.100%, ampliando ainda mais os custos enfrentados pelos servidores.

✅ Clique aqui para seguir o RN no Instagram

Na avaliação do vereador, os dados demonstram que há recursos para ampliar despesas administrativas, mas falta prioridade para assegurar a recomposição salarial dos servidores e amenizar os impactos financeiros provocados pelos custos da assistência à saúde. Ele defendeu maior transparência nos contratos de locação e uma revisão das prioridades orçamentárias do município.