SIDROLÂNDIA- MS
Pix de R$ 203 mil que caiu por engano na conta de gari em Sidrolândia era da Federação dos Clubes de Laço de MS
O erro de transferência mobilizou o responsável pelo pagamento e terminou com a devolução integral do valor em menos de 24 horas.
Redação/Região News
03 de Junho de 2026 - 16:03

O Pix de R$ 203 mil que foi depositado ontem à noite por engano na conta da gari Telma Cristaldo, de 56 anos, em Sidrolândia, deveria ter sido creditado à Federação dos Clubes de Laço de Mato Grosso do Sul. O erro de transferência mobilizou o responsável pelo pagamento e terminou com a devolução integral do valor em menos de 24 horas.
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Era por volta das 18h desta terça-feira (2) quando Telma conversava com o marido e começou a receber uma sequência de mensagens no WhatsApp. Do outro lado da tela estava um contador ligado a um clube de laço, tentando recuperar o dinheiro transferido por engano. Nas mensagens, ele chegou a implorar: “Pelo amor de Deus”.
“Chamei minha filha para olhar a conta porque achei que era brincadeira. Pensei que ele tivesse mandado uns R$ 500. Aí minha filha falou que eram R$ 203 mil. Eu comecei a rir”, relembrou.
Somente depois de conversar com o contador, Telma descobriu que o valor era destinado à Federação dos Clubes de Laço de Mato Grosso do Sul e que um único número digitado incorretamente na chave Pix fez a transferência cair em sua conta.
Ao comentar o caso com familiares e amigos, ela recebeu opiniões diferentes sobre o que deveria fazer. “Uns falavam para eu devolver, outros diziam para não devolver. Mas eu sempre tive a consciência tranquila e me organizei para devolver o dinheiro que não era meu”, afirmou.
Funcionária pública municipal há 27 anos, Telma trabalha como gari e recebe cerca de R$ 2,1 mil líquidos por mês. Ela conta que o valor recebido por engano estava muito distante de sua realidade financeira.
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“Para quem ganha R$ 2,1 mil por mês, eu trabalhando cem anos não conseguiria juntar esse dinheiro. Em nenhum momento pensei em ficar com ele, porque sabia que não era meu e que do outro lado tinha uma pessoa desesperada pedindo ajuda”, disse.
Segundo Telma, o contador responsável pela transferência chegou a passar mal diante da possibilidade de perder o valor e precisou procurar atendimento médico. “Ele ficou muito abalado por causa do erro. Foi uma falha, mas essas coisas acontecem. Graças a Deus caiu na minha chave e eu consegui devolver para ele”, comentou.
Após providenciar a devolução, a servidora municipal procurou orientação em uma delegacia para saber se precisaria registrar boletim de ocorrência ou adotar alguma medida formal. Ela foi informada de que não havia necessidade, já que o dinheiro havia sido devolvido ao verdadeiro destinatário.
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O episódio terminou como uma história de honestidade. “Meus filhos ficaram orgulhosos de mim por eu ter devolvido. É uma loucura. Só quem vive um momento desses sabe como é”, concluiu.




