Mato Grosso do Sul
Reforma Tributária pode reduzir em até 71% a carga tributária de produtores de soja e milho em Mato Grosso do Sul
Segundo a Aprosoja/MS, a principal razão para essa redução está na recuperação integral dos créditos tributários gerados na aquisição de insumos.
Redação/Região News
03 de Junho de 2026 - 16:42

Um estudo elaborado pela equipe econômica da Aprosoja/MS aponta que a Reforma Tributária poderá gerar uma redução significativa da carga tributária para produtores de soja e milho em Mato Grosso do Sul, especialmente aqueles com perfil exportador. Em uma das simulações realizadas pela entidade, a economia anual chega a R$ 104,4 mil, o equivalente a uma queda de 71% na tributação líquida atualmente suportada pelo produtor.
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A análise considera as mudanças introduzidas pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentadas pela Lei Complementar nº 214/2025, que criaram o novo modelo de tributação sobre o consumo baseado no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
No cenário simulado, uma propriedade com 800 hectares cultivados sendo 400 hectares de soja e 400 hectares de milho e com aproximadamente 70% da produção destinada à exportação teria sua carga tributária líquida reduzida de R$ 147,3 mil para R$ 42,9 mil por ano após a implantação completa do novo sistema, prevista para 2033.
Segundo a Aprosoja/MS, a principal razão para essa redução está na recuperação integral dos créditos tributários gerados na aquisição de insumos. Diferentemente do modelo atual, o novo sistema estabelece a não cumulatividade plena dos tributos, permitindo que os produtores recuperem integralmente os valores pagos ao longo da cadeia produtiva.
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Outro fator que favorece o setor é a manutenção da desoneração das exportações. Como soja e milho destinados ao mercado externo continuarão sem incidência de IBS e CBS, os produtores exportadores tendem a ser os maiores beneficiados pelas novas regras.
Para o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Flôres Gimenes, a reforma representa uma mudança estrutural com potencial para melhorar a competitividade do agronegócio brasileiro.
“O principal benefício para os produtores exportadores está na recuperação integral dos créditos tributários, algo que historicamente enfrentava limitações no sistema atual. Isso permite reduzir significativamente a carga tributária líquida da atividade”, explica.
Embora o estudo identifique desafios durante a transição, como a tributação dos fertilizantes e a necessidade de adequações operacionais, a avaliação final da entidade é que os ganhos decorrentes da recuperação de créditos tendem a superar os custos adicionais para propriedades voltadas à exportação.
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Mato Grosso do Sul ocupa atualmente a quinta posição entre os maiores produtores de soja do país, com mais de 4,6 milhões de hectares cultivados na safra 2025/2026. No milho segunda safra, a área plantada supera 2,2 milhões de hectares. Juntas, as atividades agropecuárias respondem por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.




