SIDROLÂNDIA- MS
Pré-candidato a deputado federal, Wellison Muchiutti, critica aumento abrupto de impostos e cobra maior diálogo com sociedade
Advogado afirma que município precisa discutir mudanças tributárias com a população e defende participação de lideranças experientes na administração pública.
Redação/Região News
17 de Julho de 2026 - 20:02

O advogado e pré-candidato a deputado federal pelo MDB, Wellison Muchiutti, conhecido como "Amarelinho", afirmou que pretende levar ao Congresso Nacional a defesa de uma reforma tributária voltada à redução da carga de impostos sobre empresários e trabalhadores. Em entrevista ao Região News, ele também avaliou o cenário político de Sidrolândia, criticou a forma como foram conduzidos os recentes reajustes de tributos municipais e defendeu maior diálogo entre a administração pública e a sociedade.
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Segundo Muchiutti, a principal motivação para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados é representar os interesses de Sidrolândia e de Mato Grosso do Sul, especialmente na discussão de leis que impactam diretamente a economia e o ambiente de negócios. "O pequeno, o médio e o grande empresário estão cada vez mais pressionados pela carga tributária. Quando o imposto aumenta, quem acaba pagando a conta é o consumidor final", afirmou.
Durante a entrevista, o advogado informou que o MDB realizará sua convenção partidária no dia 1º de agosto, em Campo Grande, juntamente com os demais partidos da base do governador Eduardo Riedel. Segundo ele, a legenda já possui chapas formadas para as disputas estadual e federal. Muchiutti explicou que recebeu convites para disputar eleições anteriores, mas optou por concluir seu mandato como vice-prefeito antes de buscar um cargo legislativo.
Críticas ao IPTU progressivo
Um dos principais temas da entrevista foi a cobrança do IPTU progressivo em Sidrolândia. Do ponto de vista jurídico, o advogado afirmou que ainda é cedo para declarar eventual inconstitucionalidade da cobrança, mas entende que existem procedimentos legais que precisam ser observados antes da aplicação da progressividade, como notificações aos proprietários e averbação na matrícula do imóvel.
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Ele orienta que contribuintes que se sintam prejudicados apresentem recurso administrativo e, caso necessário, recorram ao Poder Judiciário para questionar a cobrança. Apesar das críticas ao modelo adotado, Muchiutti disse não ser contrário à atualização da planta de valores ou dos tributos municipais. Na avaliação dele, o problema está na forma como os reajustes foram implementados.
"Você não pode dormir pagando mil reais de imposto e acordar pagando oito mil. O aumento precisa ser gradual, acompanhado da realidade econômica da população e da evolução da renda das famílias", afirmou. O advogado defendeu que mudanças tributárias sejam discutidas previamente com representantes da sociedade civil, empresários, comerciantes, profissionais liberais, corretores e contadores.
Falta de diálogo
Na visão do pré-candidato, o principal problema da administração municipal não é apenas a política tributária, mas a ausência de maior participação popular nas decisões. Ele afirmou que se fosse o prefeito, teria promovido núcleos permanentes de debate para ouvir diferentes setores da sociedade antes da formulação de propostas. "O que falta é aproximar a administração da população. A sociedade precisa participar das decisões", disse.
Questionado sobre o governo do prefeito Rodrigo Basso (PL), Muchiutti reconheceu a necessidade de equilíbrio fiscal, mas defendeu uma revisão das despesas administrativas diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município. Segundo ele, em momentos de restrição orçamentária é necessário rever gratificações, cargos comissionados e despesas da máquina pública para preservar investimentos e garantir melhores condições aos servidores efetivos.
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Ele também avaliou que administradores públicos devem aproveitar a experiência de ex-prefeitos e pessoas que já enfrentaram momentos de crise.
MDB e governo
Ao comentar o espaço ocupado pelo MDB dentro da atual administração, Muchiutti evitou falar em rompimento político entre o ex-prefeito Daltro Fiúza e o prefeito Rodrigo Basso. Segundo ele, não existe ruptura, mas ponderou que cada gestor possui seu próprio modelo de administração. Ainda assim, afirmou que considera inteligente aproveitar a experiência de ex-prefeitos na condução da gestão pública.
Durante a entrevista, o advogado também reafirmou sua confiança no desenvolvimento de Sidrolândia e disse acreditar que o município precisa ampliar o debate político para construir soluções de longo prazo para as áreas econômica, tributária e administrativa.




