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SIDROLÂNDIA- MS

Secretária de Saúde explica na Câmara novo modelo de financiamento do transporte da 'vaga zero'

A mudança busca reorganizar o custeio das transferências de urgência e emergência realizadas pela rede pública.

Redação/Região News

25 de Maio de 2026 - 13:13

Secretária de Saúde explica na Câmara novo modelo de financiamento do transporte da 'vaga zero'
Secretária municipal de Saúde de Sidrolândia, Vanessa do Prado.

A secretária municipal de Saúde de Sidrolândia, Vanessa do Prado, esteve nesta segunda-feira na Câmara Municipal para explicar aos vereadores o novo modelo de financiamento do transporte de pacientes atendidos pelo sistema de “vaga zero”.

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Segundo a secretária, os custos do serviço passarão a ser compartilhados entre o município, o Governo do Estado e o Ministério da Saúde. A mudança busca reorganizar o custeio das transferências de urgência e emergência realizadas pela rede pública.

Atualmente, o município já arca com despesas como combustível, manutenção das ambulâncias e pagamento dos motoristas. Já o Hospital Elmíria Silvério Barbosa é responsável pelos custos de transporte das equipes médicas, incluindo médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que acompanham os pacientes durante os traslados.

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O hospital realiza entre 60 e 80 transferências mensais pelo sistema de “vaga zero”, utilizado em casos graves que exigem encaminhamento imediato para unidades de maior complexidade. Somente neste mês foram registrados 71 encaminhamentos, sendo 56 classificados como “vaga zero” e outros 15 como vagas normais, sem necessidade de acompanhamento médico.

Segundo a diretora administrativa do hospital, Amanda Basso, a redução da capacidade de atendimento em Campo Grande tem provocado o encaminhamento de pacientes para municípios mais distantes, como Coxim e Três Lagoas, ambos a mais de 300 quilômetros de Sidrolândia, além de Aquidauana e Dourados.

O custo mensal com o pagamento dos médicos que acompanham as transferências variam entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.''

A proposta em discussão prevê a implantação da Lei do Transporte Sanitário, que irá regulamentar os serviços de transporte de pacientes no município, incluindo atendimentos de hemodiálise e tratamentos especializados. A intenção é transferir integralmente ao município a responsabilidade pelos traslados, permitindo que médicos da rede municipal realizem o acompanhamento dos pacientes.

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De acordo com a secretária, o modelo atual acaba gerando impacto na rotina hospitalar, já que médicos plantonistas precisam deixar o hospital para acompanhar os pacientes durante as viagens, reduzindo temporariamente a disponibilidade de profissionais na unidade.