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SIDROLÂNDIA- MS

Servidores também se mobilizam para cobrar reajuste do prefeito; querem 12% de aumento

A mobilização reúne diferentes segmentos do funcionalismo e reforça a cobrança pela reposição inflacionária, considerada essencial pelas entidades sindicais.

Redação/Região News

03 de Maio de 2026 - 17:29

Servidores também se mobilizam para cobrar reajuste do prefeito; querem 12% de aumento

Os servidores públicos municipais de Sidrolândia vão se juntar aos professores em uma assembleia conjunta nesta segunda-feira, a partir das 17 horas, com o objetivo de pressionar o prefeito Rodrigo Basso pelo cumprimento do reajuste anual previsto na data-base das categorias, fixada em 1º de maio.

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A mobilização reúne diferentes segmentos do funcionalismo e reforça a cobrança pela reposição inflacionária, considerada essencial pelas entidades sindicais para preservar o poder de compra dos trabalhadores.

Entre as principais reivindicações dos servidores estão o reajuste salarial de 12%, considerado necessário para recompor perdas inflacionárias acumuladas, e a retomada das discussões sobre a implantação ou reestruturação do auxílio alimentação, com proposta de implementação gradual conforme a capacidade financeira do município.

A assembleia ocorre em meio às discussões já iniciadas pelos sindicatos, que vêm solicitando abertura de diálogo com a administração municipal para tratar das demandas.''

A expectativa é que, com a união das categorias, aumente a pressão por uma resposta do Executivo em relação ao reajuste e demais pautas.

Sindicato aponta distorções salariais e defende padronização

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais também voltou a defender a reestruturação da política de enquadramento e remuneração no serviço público municipal, alegando a existência de distorções entre categorias que exercem funções semelhantes.

Segundo o presidente da entidade, Wilber Soares, alterações feitas ao longo dos anos nos referenciais salariais acabaram gerando situações consideradas desiguais, em que servidores com níveis de escolaridade diferentes recebem remunerações próximas ou, em alguns casos, servidores de nível médio chegam a ganhar menos que cargos de nível fundamental.

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“Esses referenciais foram alterados de forma que, no entendimento da gestão, cada categoria passaria a ter um valor específico. Só que acabam desconsiderando os níveis de escolaridade e a função exercida”, afirmou.

O dirigente sindical também aponta que há casos em que cargos com exigência de nível médio apresentam remuneração inferior a funções de nível fundamental, o que, na avaliação da entidade, compromete o princípio de isonomia. “O correto seria que todos que exercem a mesma função tivessem um salário mais equilibrado. A letra do concurso é diferente, mas a função é a mesma”, disse.

O sindicato afirma ainda que diversas categorias foram impactadas pelas mudanças nos referenciais sem que houvesse, necessariamente, ganho real significativo nos salários, o que teria resultado em perdas acumuladas ao longo do tempo.

Por outro lado, a entidade critica o que considera uma valorização desigual dentro da estrutura administrativa, alegando que algumas categorias teriam recebido reajustes mais expressivos. “Enquanto algumas categorias praticamente não tiveram alteração, outras tiveram aumentos que chegam a cerca de R$ 4 mil ”, afirmou o presidente, sem detalhar quais cargos seriam afetados.

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Diante desse cenário, o sindicato defende a padronização das funções e uma revisão da política salarial, especialmente em áreas como apoio à educação e à saúde. Entre os exemplos citados estão funções como auxiliar de sala e auxiliar de ensino, além de servidores da saúde bucal que, segundo a entidade, desempenhariam atividades semelhantes com remunerações diferentes.

“Se está todo mundo exercendo a mesma função, o salário precisa ser justo e equilibrado. A nossa luta é principalmente pelas categorias menores, que são as mais prejudicadas”, concluiu o dirigente sindical.