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Sidrolandia

Conselho quer anular licitação e trocar empreiteira da reforma da unidade central

A ordem de serviço para reforma da Unidade Central Acelino Roberto Ferreira, foi assinada no final de dezembro pelo ex-prefeito Ari Basso.

Flávio Paes/Região News

12 de Janeiro de 2017 - 08:40

O Conselho Municipal de Saúde sugeriu à Prefeitura que suspenda a ordem de serviço de reforma do prédio da Unidade Central de Saúde, anule a licitação em que saiu vencedora a empreiteira Jaqueline Cristina Zielinski Eireli (a Nelsão Construtora). O pedido foi formalizado na reunião de ontem do colegiado e o secretário municipal de Saúde, Nélio Paim, decidiu submeter à questão à apreciação da Procuradoria Jurídica.

Segundo o presidente do Conselho, pastor Pedro, o precedente para suspeição levantada sobre a qualificação da empresa foi à reforma da UBSF São Bento executada pela Nelsão Construtora. “Constatamos uma série de problemas, como o aparecimento de rachaduras nas paredes e infiltração. Não podemos correr o risco de desperdiçar dinheiro público”.

Ano passado, o projeto de ceder uma área de 6.322 metros quadrados, pertencente ao município localizada no Morada da Serra, para a empresa construir seu galpão de máquinas, gerou polêmica na Câmara e acabou não sendo aprovado pelos vereadores.

A reforma

A ordem de serviço para reforma da Unidade Central Acelino Roberto Ferreira, foi assinada no final de dezembro pelo ex-prefeito Ari Basso. A empreiteira venceu a licitação com a proposta de executar o serviço por R$ 149.674,65 abaixo do custo inicial orçado em R$ 195 mil, sendo R$ 150 mil de recursos do Ministério da Saúde, alocado por emenda parlamentar do deputado Dagoberto Nogueira e mais R$ 45 mil de contrapartida municipal. No último mês de julho o Ministério depositou na conta da Prefeitura a primeira parcela dos recursos, R$ 29.992,71.

Está prevista a pintura do prédio, readequação da calha, troca das portas, colocação de uma cobertura na porta de acesso, instalação de blindex nos fundos, onde há um vão livre, para evitar que nos dias de chuva acabem entrando água no segundo pavimento.

No final do mês de outubro de 2015, por exemplo, depois de uma madrugada chuvosa, o posto ficou alagado, formando-se uma lâmina d’água de 15 centímetros no primeiro pavimento que escoou para o térreo. Foi feito um serviço emergencial para que o atendimento não fosse prejudicado.

No 1º andar, funcionam as salas de reuniões, laboratório, sala do planejamento familiar e de exame. As maiores goteiras estão na cozinha, por onde entra a água da chuva, escorrendo pela parede, que ganharam um aspecto de sujeira lamacenta. Também será preciso consertar o elevador que está danificado, prejudicando o atendimento dos cadeirantes, impossibilitados de chegar à sala do laboratório para coleta de material de exame, que fica no andar de cima.