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Sidrolandia

Correios rebatem e afirmam que greve se deve à falta de diálogo da Fentect

Já os Correios pontuam que não houve negociação é que a intransigência da Fentect impossibilitou qualquer tentativa de conciliação

Midiamax

18 de Setembro de 2013 - 09:00

Os trabalhadores em Correios e Telégrafos decidiram ontem (17) entrar em greve por tempo indeterminado. Segundo a classe a categoria decidiu pela paralisação por não aceitar a proposta da empresa de 8% de reajuste salarial, mais 6,27% nos benefícios: vale refeição, vale-creche e vale cesta. A categoria reivindica 7,13% de reposição da inflação, mais aumento linear de R$ 200,00, aumento de 20% nas perdas salariais, manutenção do Correio Saúde, entrega somente pela manhã e jornada de 6h para atendentes.

Já os Correios pontuam que não houve negociação é que a intransigência da Fentect impossibilitou qualquer tentativa de conciliação. Segundo o órgão, mesmo mediada pelo vice-presidente do TST, Ministro Antônio José de Barros Levenhagen, a reunião foi marcada pela resistência dos representantes da Fentect, que se recusaram a avançar nas tratativas para o fechamento de um acordo.

O Correios ainda disseram que Levenhagen ressaltou, em diversos momentos, que a proposta econômica feita pela ECT é satisfatória. “Certamente, na iniciativa privada, não se terá um reajuste tão substancial como esse”.

Ainda segundo o órgão, o TST buscou negociar, junto à Fentect, diversas opções ao dissídio. O Ministro sugeriu que fossem suspensas as paralisações para que os trabalhadores pudessem analisar o acordo firmado entre a ECT e os sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Norte e Bauru (SP), não obtendo concordância por parte dos representantes da Fentect.

Veja abaixo a nota dos Correios na íntegra e o link da reunião no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=U39EwjF6e6E

A intransigência da Fentect impossibilitou qualquer tentativa de conciliação, mesmo mediada, na primeira audiência entre os Correios e a federação nesta terça-feira (17), no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Mediada pelo vice-presidente do TST, Ministro Antônio José de Barros Levenhagen, a reunião foi marcada pela resistência dos representantes da Fentect, que se recusaram a avançar nas tratativas para o fechamento de um acordo, mesmo sendo lembrados pelo Ministro, desde o início, que o julgamento de dissídio nem sempre é a opção mais satisfatória para trabalhadores e empresa.

Levenhagen ressaltou, em diversos momentos, que a proposta econômica feita pela ECT é satisfatória. “Certamente, na iniciativa privada, não se terá um reajuste tão substancial como esse”, afirmou. O TST também buscou negociar, junto à Fentect, diversas opções ao dissídio. O Ministro sugeriu que fossem suspensas as paralisações para que os trabalhadores pudessem analisar o acordo firmado entre a ECT e os sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Norte e Bauru (SP), não obtendo concordância por parte dos representantes da Fentect.

Propôs também que a Fentect apresentasse uma contraproposta, incluindo a negociação, em mesa temática, da entrega matutina, da contratação de novos trabalhadores e do plano de saúde. Indignados com a sugestão do TST de que a mesa fosse paritária, incluindo representantes dos sindicatos desfiliados, a Fentect recusou a proposta, questionando a legitimidade dos sindicatos, o que levou o Ministro a encerrar a audiência e determinar a distribuição do dissídio. “Disse desde o início, estou aqui tentando uma conciliação. Não me interessa se representa ou não representa, se tem legitimidade ou não tem. Estou aqui formulando uma proposta. A proposta é esta. Não querem? Está encerrada”, afirmou o Ministro, determinando o encerramento da audiência, diante da resistência da Fentect.

O Ministro Fernando Eizo Ono foi o sorteado para ser relator do dissídio. Ele também irá apreciar o pedido de liminar feito pela ECT sobre o efetivo mínimo que deverá trabalhar durante a paralisação.

No encerramento da reunião, o representante do Ministério Público do Trabalho, subprocurador-geral Antonio Luiz Teixeira Mendes, fez um apelo final para que as representações sindicais tentem levar as propostas aos trabalhadores, para que haja um acordo antes do julgamento do dissídio.