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Sidrolandia

Diretor do HU falta a CPI em MS e deputados fazem nova convocação

O presidente da CPI, Amarildo Cruz (PT), disse que Saab encaminhou um ofício, mas, segundo ele, o documento não justifica a falta.

G1 MS

22 de Agosto de 2013 - 16:11

O diretor-geral do Hospital Universitário (HU), Cláudio Wanderley Saab, não compareceu para prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (22). A oitiva estava agendada para esta tarde e, por isso, apenas o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Luís Henrique Mascarenhas Moreira, será ouvido pelos deputados estaduais.

O presidente da CPI, Amarildo Cruz (PT), disse que Saab encaminhou um ofício, mas, segundo ele, o documento não justifica a falta. Diante da ausência, os parlamentares convocaram o diretor para prestar esclarecimentos à comissão no dia 29 de agosto. Em caso de nova falta, o petista afirmou que será expedido um mandado coercitivo, que pode acionar a ação policial para levar o depoente ao legislativo.

Na segunda-feira (19), durante abertura do Pronto Atendimento Médico (PAM) do HU, Saab disse que não poderia comparecer a CPI nesta quinta por conta de uma agenda em Brasília. Na CPI, Amarildo explicou que o diretor do hospital deve levar um documento que comprove o compromisso que impossibilitou sua ida à Assembleia.

Caso seja ouvido pelos deputados no dia 29, o depoimento de Saab será prestado na mesma ocasião em que o ex-diretor do Hospital do Câncer de Campo Grande, Adalberto Siufi.

CRM

O presidente da CPI explicou que a expectativa sobre o depoimento de Luís Henrique Mascarenhas Moreira é esclarecer reclamações de usuários do sistema público no estado como mau atendimento, demora e falta de médicos.

"Queremos ouvir o conselho, o outro lado, e saber por que tem problemas", disse o petista. Ele ainda acrescentou que ouvir o presidente do CRM vai ajudar a comissão na elaboração do relatório final com sugestões de melhorias na gestão da saúde.

Histórico

A CPI da Saúde foi criada no dia 23 de maio de 2013 para saber como estão sendo feitos os repasses dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para unidades hospitalares de Campo Grande, Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí.

A investigação apura os repasses e convênios feitos nesses municípios nos últimos cinco anos. A comissão tem 120 dias para apurar as possíveis irregularidades, podendo ser prorrogada por mais dois meses.