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Sidrolandia

Exército vai implodir pista clandestina de pouso em Mato Grosso do Sul

Denúncias dão conta de que por ser totalmente iluminada a pista seria utilizada para atividades diurnas e noturnas. A Polícia investiga se o local era utilizado para fins ilícitos como o tráfico.

Dourados Agora

24 de Setembro de 2013 - 09:18

Uma operação entre o Exército, Polícia Federal e Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agraria), vai implodir uma pista clandestina de pouso e decolagem de 1.2 mil metros que foi construída às margens do Rio Apa, na divisa entre mato Grosso do Sul com o Paraguai.

De acordo com o Incra, a pista está localizada dentre do Assentamento Caracol, localizado na cidade de Bela Vista. Nesta semana o Incra define os últimos detalhes da implosão cuja a data não será divulgada por questões de segurança.

De acordo com informações da Assessoria do Incra, o local será dinamitado. A medida ocorre depois de uma decisão judicial que entendeu que o local estaria funcionando na clandestinidade e ilegalidade.

A mesma sentença judicial decidiu pela reintegração de posse de oito lotes que estavam em poder do assentado acusado de construir a clandestina. Ele alega que a pista era utilizada para fins de agrícolas.

A denúncia partiu do Incra e do Ibama que constataram em vistoria que o dono do lote no assentamento teria causado uma devastação de 200 hectares em reserva natural as margens do Rio Apa para construir a pista.

Denúncias dão conta de que por ser totalmente iluminada a pista seria utilizada para atividades diurnas e noturnas. A Polícia investiga se o local era utilizado para fins ilícitos como o tráfico.

De acordo com o Incra, os problemas no Assentamento Caracol se arrastam desde 2006. Nestes lotes, o assentado cultivava soja e arroz.

O assentamento foi criado na década de 90 e há denúncias do Incra de que o local foi comprado de forma irregular pelo atual proprietário. Ele afirmou que comprou o lote de um outro assentado e, desde 2004, o ocupava.

O MPE (Ministério Público Estadual) também investigou o acusado por conta do desmatamento da área de preservação permanente do assentamento e a colocação de tubos de captação de água do Rio Apa para a construção de uma base de energia para irrigação da lavoura de arroz.