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Sidrolandia

Frio reduz custo de produção e preço de hortaliças deve cair se não gear

A alface, por exemplo, leva em média 40 dias para ser colhida após o plantio, mas com o tempo frio, o pé está em ponto de colheita com 30 dias.

Campo Grande News

25 de Julho de 2013 - 15:57

Alvo de reclamações de alguns, as baixas temperaturas que atingiram Mato Grosso do Sul esta semana são comemoradas por produtores de hortaliças. O motivo é que com o frio, mesmo com a sensação térmica de até -5º C, as verduras crescem mais, o custo da produção diminui e o consumidor deve ser beneficiado com a queda nos preços.

Proprietário de uma horta que tem como carro-chefe a produção de alfaces, Domingos Vieira, 58 anos, explica que as baixas temperaturas são ideais para o cultivo dos itens. “Tudo fica melhor com o frio, o problema é se gear, aí nós podemos ter uma perda muito grande”, explica.

A alface, a cebolinha e o cheiro verde são algumas das hortaliças que mais se desenvolvem no frio. A alface, por exemplo, leva em média 40 dias para ser colhida após o plantio, mas com o tempo frio, o pé está em ponto de colheita com 30 dias.

Com 30 anos de experiência em cultivo de hortaliças, Adão Amansil, 53 anos, explica que com o crescimento acelerado, a colocação de adubo na terra também diminui. “Nós colocamos pouquíssimo adubo e as plantas crescem bastante. Nosso custo fica bem reduzido”, conta.

Além de menos gastos com adubos e mais rapidez na colheita, os agrotóxicos são praticamente extintos na produção. E a explicação está na ponta da língua de quem lida diariamente com a plantação. “É simples, os insetos não resistem ao frio e o tempo vira um agrotóxico natural”, explica o cultivador Fausto Santos Ortega, de 42 anos.

Segundo o coordenador da divisão de mercado e estatística da Ceasa (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), Cristiano chaves, a diminuição dos custos do campo ainda não foram sentidos na distribuição, mas os preços devem começar a cair nos próximos dias.

“Além da baixa dos custos para o produtor, a demanda de mercado também diminui porque as pessoas não comem muitas saladas no frio”, analisa Chaves.Em contrapartida, a notícia ruim é trazida pelos legumes e frutas que tendem a aumentar os preços. Na última semana, as perdas foram grandes para os produtores e o tomate, por exemplo, teve aumento de 42%.

Na última sexta-feira, o tomate custava R$ 1,40 e ontem o preço saltou para R$ 2. As frutas também devem ter aumento significativo nos próximos dias, afirma o coordenador de centro.