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Sidrolandia

Greve ameaça distribuição de gás no Centro-Oeste

O descumprimento colocará em risco o abastecimento local e da região Centro-Oeste do País, que é abastecida pelas empresas de gás baseadas em Paulínia.

Terra

10 de Novembro de 2012 - 10:31

Apesar de os trabalhadores que fazem o transporte de gás de Paulínia (SP) terem sido notificados pela Justiça para que mantenham nível mínimo das atividades durante a paralisação da categoria, o sindicato das empresas do setor afirma que os trabalhadores descumprem a ordem.

Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liqüefeito de Petróleo (Sindigás), o descumprimento colocará em risco o abastecimento local e da região Centro-Oeste do País, que é abastecida pelas empresas de gás baseadas em Paulínia.

O sindicato dos trabalhadores, por outro lado, Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios, Derivados do Petróleo (Sindiminérios) afirma que está cumprindo a determinação da Justiça, mantendo 40% da produção (com base no volume médio de outubro de 2012) em São José dos Campos e em Paulínia e de 30% em São Paulo, Santos e região do ABC - como determinado em juízo. O Sindminérios informou que 100% da categoria está operando - o que foi reduzido foi o número de horas trabalhadas. No caso de Paulínia, foi para 3h40 por dia por trabalhador.

A entidade que representa os trabalhadores alega que a falta de gás no mercado se deve a um navio cargueiro que deveria desembarcar no Paraná e não consegue aportar - fazendo com que São Paulo transfira parte de sua produção para o Estado paranaense. O sindicato diz ainda que na semana passada, os polos de Duque de Caxias e de Paulínia tiveram problemas técnicos, o que também agravou a situação. Apesar disso, nesta semana, o Sindminérios havia informado que a paralisação já teria feito o preço do botijão de gás subir até 100% em algumas cidades do Estado paulista.

"O sindicato patronal pede reforço às autoridades para que façam valer a ordem judicial, de forma a garantir o suprimento. A liminar determina a manutenção mínima dos serviços de distribuição de gás equivalente a 40% da frota. Seu descumprimento implica em multa diária de R$ 10 mil", diz o comunicado do sindicato patronal.

O Sindigás espera que o julgamento do dissídio coletivo pela Justiça seja antecipado para antes da próxima quinta-feira, dia 15. Ontem, os trabalhadores das distribuidoras de gás do Estado e o sindicato patronal tentaram - sem sucesso - entrar em acordo para oferecer reajustes salariais, entre outros pedidos. Com isso, a greve da categoria - que tem cerca de 5 mil trabalhadores diretos - será mantida até que a Justiça dê um parecer sobre o caso.

Os trabalhadores iniciaram a greve no último dia 29 nos Sindminérios de São José dos Campos e do ABC. Os sindicatos de São Paulo e Paulínia aderiram à paralisação no dia 5 deste mês. A categoria reivindica reajuste salarial de 10%, aumento na cesta básica de R$ 280 para R$ 410 (anteriormente, o sindicato pediu reajuste para R$ 360, mas, sem acordo, ampliou o valor da cesta); aumento no vale refeição de R$ 19 para R$ 26 e participação nos lucros (PLR) de 220%.

 

O Sindigás oferece reajuste salarial com ganho real de 6% e PLR de 160%. O Sindminérios afirma que o grupo patronal oferece cesta básica no valor de R$ 300 e vale-refeição de R$ 21.