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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 6 de Maio de 2021

Sidrolandia

Hospital enfrenta dificuldades com atraso de repasses e indefinição sobre verba da Prefeitura

A menos de uma semana do prazo (o 5º dia útil) para o pagamento da folha de pagamento, o hospital passa por momentos de incertezas.

Flávio Paes/Região News

31 de Janeiro de 2017 - 13:36

Embora esteja completando 30 dias de gestão, o prefeito de Sidrolândia, Marcelo Ascoli, ainda não definiu o valor do repasse que o município dará para ajudar no custeio da urgência e emergência no Hospital Elmiria Silvério Barbosa. Ano passado, a instituição recebeu R$ 140 mil por mês, embora o Executivo tivesse autorização para liberar R$ 180 mil. No final de dezembro os vereadores autorizaram ampliar esta subvenção para R$ 230 mil.

A menos de uma semana do prazo (o 5º dia útil) para o pagamento da folha de pagamento, o hospital passa por momentos de incertezas. Além da indefinição sobre a subvenção do município, que ajuda a pagar os plantões dos médicos (o que incluiu o segundo plantonista noturno), a Secretaria Estadual de Saúde está acumulando dois meses de atraso da verba de contratualização (R$ 53 mil por mês) e até agora não foram repassados os meses de outubro, novembro e dezembro, verba referente à ajuda prometida (de R$ 25 mil por mês) para manutenção do Centro de Parto Normal.

Ouvido pela reportagem, o secretário municipal de Saúde, Nélio Paim, garantiu que os entendimentos já foram iniciados com a direção do hospital, mas preferiu não divulgar qual seria a disponibilidade financeira da Prefeitura para subvencionar o hospital. Até agora só foi empenhado o repasse anual de R$ 77.760,00, destinada ao pagamento de uma enfermeira.

Dependo do valor disponibilizado, o hospital pode ser forçado a cortar o segundo médico plantonista noturno, que foi contratado como forma de garantir suporte no atendimento, nas situações do translado para a Capital na chamada vaga zero, quando o médico precisa acompanhar o paciente até o hospital em Campo Grande.

Até agora também não foram iniciadas as obras de reforma e ampliação, que tiveram a pedra fundamental lançada no último dia 16 de dezembro. Falta retirar a caixa d’água existente no meio do terreno onde o anexo de 538,34 metros quadrado será erguido, mas, sobretudo, a primeira parcela da contrapartida de R$ 272.080,20, prometida pelo estado que até agora não foi liberado. Desde agosto do ano passado, o Ministério da Saúde liberou a sua parcela do investimento R$ 1.119.080,20.

O projeto de ampliação do hospital prevê a construção de um anexo de 538,34 metros quadrados. Quando esta ampliação estiver pronta, a área construída do hospital vai aumentar 38,45%, se aproximando dos 2 mil metros quadrados. Hoje tem 1.400 metros (330 do centro de parto normal em funcionamento desde março) com 50 leitos, sendo que só 32 estão cadastrados no Ministério da Saúde.

Será reformada a recepção do pronto socorro; construído um novo centro cirúrgico e o espaço do atual, vai abrigar o ambulatório para as consultas dos pacientes com planos de saúde. Onde hoje funciona o ambulatório será adaptado para abertura de novos leitos.