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Sidrolandia

Incra anuncia liberação de R$ 12 milhões; em Sidrolândia falta concluir 1.726 casas

A verba também será destinada para agilizar os procedimentos de demarcação dos lotes para as 2,5 mil famílias que estão cadastradas no Estado.

Flávio Paes/Região News

18 de Julho de 2013 - 07:39

A presidente em exercício do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Érika Galvani Borges,  ao se reunir com  representantes de movimentos sociais e dos sem-terra nesta quarta-feira (17) em Campo Grande, anunciou a liberação de R$ 12 milhões em créditos  para investimento nos assentamentos.  Estes recursos estavam contingenciados há três anos e boa parte se destina os assentados de Sidrolândia que aguardam recursos para o crédito de fomento e 1.726 casas iniciada e não concluídas, especialmente no assentamento Eldorado.

Do total a ser liberado, R$ 1,7 milhão já está na conta do órgão no Estado, outros R$ 5 milhões devem ser depositados até a próxima semana. O restante do valor, segundo Érika, será repassado para o Estado até setembro desse ano. A verba também será destinada para agilizar os procedimentos de demarcação dos lotes para as 2,5 mil famílias que estão cadastradas no Estado.

Para o superintendente regional do INCRA, Celso Cestari, o setor com maior urgência de investimentos é o saneamento básico e rede de água para os assentados. “Esse R$ 1 milhão que já foi liberado será destinado para essa área. Retomamos o trabalho e estamos fazendo um levantamento para identificar quais áreas precisam dos recursos”, conta Cestari.

Para o coordenador estadual do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra), Jonas Carlos da Conceição, o encontro com a diretora do é uma oportunidade para apresentar as reivindicações antigas do movimento. “Precisamos de novos assentamentos e esperamos que essa situação se resolva de uma vez. O INCRA sempre fala que a equipe para fazer as vistorias é pequena, então isso tem que ser solucionado. Temos créditos parados há muitos anos e gente que nem conseguiu terminar a casa”, afirma.

Das 2,5 mil famílias que esperam um lote na fila do INCRA, 1,5 mil são do MST. As outras fazem parte de movimentos como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do MS).