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Sidrolandia

Mato Grosso do Sul tem dois portos aptos para o escoamento de grãos

O consultor da BM&F, João Pedro Cuthi Dias, reconhece o potencial de escoamento pelos rios, mas enfatiza a necessidade de uma legislação entre os países do Mercosul.

Famasul

08 de Julho de 2013 - 11:00

Dois portos de Mato Grosso do Sul estão estruturados para o escoamento dos grãos produzidos na região, um localizado no município de Ladário e outro em Porto Murtinho. Evidenciando essas informações, empresários e representantes do agronegócio se reuniram na Federação da Agricultura e Pecuária (Sistema Famasul), com o objetivo apresentar soluções para o gargalo logístico nas estradas, incentivando a movimentação das commodities pelas hidrovias.

De acordo com o gerente da Granel, Luiz Carlos Dresch, cada viagem de um comboio apto a transportar grãos de Ladário (MS) até a Argentina, tem capacidade de carga equivalente a 30 mil toneladas, o que significaria a retirada de mil caminhões das estradas. “A vantagem seria refletida no fluxo dos portos de Santos e Paranaguá, além dos expressivos benefícios ambientais e econômicos”, enfatiza Dresch.

O consultor da BM&F, João Pedro Cuthi Dias, reconhece o potencial de escoamento pelos rios, mas enfatiza a necessidade de uma legislação entre os países do Mercosul. “É necessário diversificar a rota dos produtos agrícolas e uma regulamentação direcionada para a logística nas hidrovias, que faça com que os países tenham regras quando transportarem seus produtos pela água”, afirma Cuthi Dias ao considerar como “ineficiente” o acordo assinado pelo Governo do Brasil, Bolívia, Argentina, Paraguai e do Uruguai, em 1992, referente às regras de navegação.

O único produto no Mato Grosso do Sul que se utiliza exclusivamente das hidrovias para sua exportação é o minério de ferro, que em 2012 exportou 4,3 milhões de toneladas para os países vizinhos e nesse ano já soma 473 mil toneladas de minério despachado pelas pelos rios.

“Em parceria com outras instituições planejamos um levantamento sobre as vantagens e possibilidade de escoamento de grãos pelas hidrovias do Estado, abordando inclusive os custos com a logística. Assim que concluído o estudo, pretendemos apresentar uma nova alternativa viável de escoamento”, afirma o diretor de relações institucionais da Famasul, Rogério Beretta.