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Sidrolandia

Mototaxistas repudiam intenção de procurador que quer acabar com a profissão

O líder sindical informou ainda que de acordo com estatísticas nacionais, 62% dos acidentes com motos no País envolvem pessoas sem carteira de habilitação

Dorvair Boaventura

05 de Janeiro de 2011 - 10:00

O Sindicato dos Mototaxistas de Campo Grande – Sindmototaxi repudiou a intenção do procurador geral da República, Roberto Gurgel, de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acabar com a profissão de mototaxista no País. “Ao que tudo indica o procurador deveria se informar melhor sobre as estatísticas de acidentes de transito onde os acidentes envolvendo nossos profissionais (mototaxistas) representam apenas 1%”, explicou Dorvair Boaventura de Oliveira, o Caburé, presidente do sindicato.

O líder sindical informou ainda que de acordo com estatísticas nacionais, 62% dos acidentes com motos no País envolvem pessoas sem carteira de habilitação. “Nesse caso sim o procurador geral da República deveria intervir e solicitar uma fiscalização mais rigorosa nas nossas ruas para impedir que pessoas irresponsáveis, sem habilitação, dirijam veículos”, criticou Caburé.

O sindicalista disse ainda que qualquer ação de inconstitucionalidade deveria ter sido impetrada antes do dia 29 de julho de 2009 quando a lei que regulamenta a profissão de mototaxista no País foi sancianada pelo então presidente Lula. “Agora é tarde demais. É demagogia barata e não podemos permitir isso. Acredito que o procurador deveria encontrar outro meio de se projetar. Talvez exigindo maior fiscalização na compra de motos, por exemplo, que hoje pode ser vendida a menores e a pessoas sem carteira de habilitação”, criticou Caburé.

Os mototaxistas de Campo Grande e dos demais municípios e Estados, segundo Dorvair Boaventura, têm que ter no mínimo dois anos de habilitação e ainda assim passam por um curso específico para o transporte de passageiros. Critério semelhante ao adotado para habilitação de transporte de estudantes em vans e outros veículos. “Nossa profissão está devidamente regulamentada e não podemos retroceder. Podemos sim avançar na melhoria da qualidade desse serviço”, sugeriu o sindicalista que insiste numa maior fiscalização no trânsito para tirar pessoas não habilitadas que pilotam motos todos os dias em todas as cidades do país, engrossando as estatísticas de acidentes.