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Sidrolandia

Prefeitos preparam agenda para 14ª Marcha a Brasília

Os prefeitos começam a preparar a agenda de mobilização visando a realização da 14ª Marcha a Brasília deste ano.

Willams Araújo

19 de Janeiro de 2011 - 13:18

Um dos principais objetivos do presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Jocelito Krug (PMDB), que toma posse no dia 31, é brigar pela partilha dos royalties do petróleo na camada do pré-sal e pela aprovação da emenda 29, que fixa percentuais de investimento para o setor de saúde pública.

Ele lembra que ao longo do mandato do atual presidente Beto Pereira (sem partido) participou de várias convocações para participar dessa mobilização e sugere a manutenção da unidade dos prefeitos em torno da proposta municipalista.

Para Krug, que é prefeito da cidade de Chapadão do Sul, o governo central precisa aplicar mais recursos na área de saúde, de modo a atingir os 10% de sua corrente líquida, já que atualmente há prefeituras que investem de 20 a 30% do seu orçamento. 

Segundo ele, a marcha promovida anualmente pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) é o fórum ideal para discutir essas matérias pendentes e outros temas de interesse das prefeituras. 

Em Brasília, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, afirmou em recente entrevista que os prefeitos querem uma maior participação nos royalties do petróleo e a regulamentação da Emenda Constitucional 29.

Segundo Ziulkoski, os municípios tiveram muitas demandas atendidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas apesar dessa boa relação com o governo federal, ele destaca que a regulamentação do financiamento da Saúde no Brasil é uma demanda histórica que ainda não foi atendida.

Para a Marcha, Ziulkoski adianta que mais de 100 itens estão na pauta. "Tem interesses diversos. Os municípios do Nordeste querem obras contra a seca, os do Sudeste devem apresentar reivindicações para o combate às enchentes. São 5.563 municípios governados por todos os partidos", frisa.

Sobre a gestão da presidenta Dilma Rousseff, Ziulkoski disse que ainda é cedo para fazer avaliações.
"Não se pode avaliar o governo dela em 15 dias, em um mês ou em seis meses. Estivemos reunidos na semana passada com a Secretaria de Assuntos Federativos quando encaminhamos nossas demandas”, destaca.