Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 8 de Dezembro de 2021

Sidrolandia

Raul Freixes deixa cela de presídio para consulta com psiquiatra

O Ministério Público moveu ação penal contra ele e outros funcionários da Prefeitura por conta da retirada de R$ 61 mil dos cofres públicos

Campo Grande News

27 de Agosto de 2013 - 14:19

O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Aquidauana, Raul Freixes, que foi preso na manhã de domingo (25), após ordem expedida pelo juiz Albino Coimbra Neto, titular da 2ª Vara de Execução Penal, deixou o Estabelecimento Penal de Regime Aberto, na Vila Sobrinho, onde estava, nesta terça-feira (27), por volta das 11h, para passar por uma consulta com um médico psiquiatra.

Agora à tarde, Raul está resolvendo problemas particulares, ligados ao serviço, segundo informações divulgadas pelo escritório “Oliveira e Vale”, que cuida da defesa dele. À noite, o ex-prefeito deve retornar para dormir no Instituto Penal.

Um advogado do escritório informou ao Campo Grande News que o Raul Freixes “encontra-se debilitado física e emocionalmente”. Também disse que o pedido de prisão domiciliar será feito à justiça ainda hoje. A defesa do ex-deputado alega que ele sobre de depressão e síndrome do pânico.

Decisão judicial - Raul Freixes foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão, além da inabilitação por cinco anos para o exercício de cargo ou função pública, por desvio de dinheiro enquanto ocupava a prefeitura de Aquidauana.

O Ministério Público moveu ação penal contra ele e outros funcionários da Prefeitura por conta da retirada de R$ 61 mil dos cofres públicos. O ex-gestor municipal tem um histórico de condenações judiciais, que acabaram por comprometer suas pretensões políticas.

Em 2008, foi condenado por simular pagamento a uma empreiteira e ter efetuado saque de R$ 100 mil em 2000, nove dias antes de sair da Prefeitura. Ainda em 2008, Freixes desistiu de ser candidato a vice-prefeito em Aquidauana. Em 2009, foi condenado por contratar advogado sem licitação. Em 2010, teve candidatura barrada pela Justiça.