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Sidrolandia

Suspeita de comercialização de casas pode inviabilizar sorteio público

Vão participar do sorteio todas as cerca de 15 mil pessoas que estão cadastrados no Departamento de Habitação da Prefeitura

Dourados News

05 de Novembro de 2012 - 14:35

Um dos grandes problemas enfrentados pela população douradense está relacionada a questão habitacional. Nem mesmo o programa Minha Casa Minha Vida conseguiu atender toda a demanda existente.

A Caixa Econômica ainda mantém linha de crédito para que tem renda familiar superior a R$ 1600,00 para o financiamento de casas, porém a maioria das famílias que procurar por um teto só serão atendidas pelos programas habitacionais de cunho social também do Programa Minha Casa Minha Vida.

No próximo dia 20 de novembro da Prefeitura de Dourados vai realizar mais um sorteio para a distribuição de 227 do Conjunto Habitacional Dioclécio Artuzi localizado próximo ao Jardim Guaicurus.

Vão participar do sorteio todas as cerca de 15 mil pessoas que estão cadastrados no Departamento de Habitação da Prefeitura. O contemplado terá que pagar uma prestação mensal de será de 5% da renda declarada.

Acontece que este sorteio está ameaçado de não acontecer caso se comprove a suspeita de fraude que vem sendo ventilada há alguns meses. Conforme denúncia enviada ao Dourados News, um grupo de servidores públicos nomeados em cargos comissionados estaria envolvido na “comercialização” de sorteios.

Conforme a denúncia, ainda não confirmada, o grupo estaria cobrando R$ 8 mil para garantir que um determinado cidadão cadastrado tivesse seu nome sorteado para receber a casa. Segundo a “denúncia” várias pessoas haviam “comprado” o sorteio.

Há informações que na edição do Diário Oficial de Dourados do dia 29 de outubro deste ano constam os decretos de exoneração de vários servidores envolvidos no “possível” escândalo que pode colocar em dúvida o processo de sorteio.

Depois que o ex-prefeito Ari Artuzi foi catapultado da Prefeitura e tão logo o juiz Eduardo Machado Rocha assumiu o comando do município para que o sorteio de casas não cometesse injustiça, por determinação do Ministério Público Estadual, o critério para a distribuição das habitações passou a ser o sorteio feito em local público com a participação de representantes de vários segmentos da comunidade.