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Sidrolandia

TCE informa que 93% das obras do Aquário do Pantanal estão prontas

A empresa, inclusive, teve que interromper em maio deste ano parte do serviço por determinação do Ministério do Trabalho e Emprego.

Campo Grande News

14 de Setembro de 2013 - 10:10

Último relatório do TCE (Tribunal de Contas do Estado) aponta que 93% das obras físicas do Centro de Pesquisa e de Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira, popularmente conhecido como Aquário do Pantanal, estão concluídas. O investimento do Governo do Estado é de R$ 100 milhões e a previsão é entregar o empreendimento no início de 2014.

A estimativa inicial era concluir a obra em outubro de 2013, mês que Mato Grosso do Sul completa 36 anos. No início do ano, no entanto, o governador André Puccinelli (PMDB) alegou complexidade na construção do Aquário e adiou para 2014 a entrega do centro de pesquisa.

A decisão também levou em conta adaptações no empreendimento, como a possibilidade de mergulhar nos aquários. A mudança também elevou de R$ 84,7 milhões para R$ 100 milhões o custo da obra.

Até agora, de acordo com o TCE, 60% do investimento, pouco mais de R$ 51,2 milhões foram aplicados. O relatório, porém, ainda trabalha com a estimativa de gastos na ordem de R$ 84,7 milhões. A obra é executada pela Egelte Engenharia e foi lançada em maio de 2011.

A empresa, inclusive, teve que interromper em maio deste ano parte do serviço por determinação do Ministério do Trabalho e Emprego. Fiscais verificaram falta de condições de segurança para trabalhadores que fazem serviços em locais mais altos. Por conta das irregularidades, a obra recebeu pelo menos 50 multas e a soma chegou a R$ 400 mil.

Visitações - Apesar da previsão de concluir a obra no início do ano, o público terá de esperar pelo menos até junho de 2014 para conferir as atrações do Aquário do Pantanal. Os seis meses de espera são necessários para fazer a coleta dos peixes e deixá-los em quarentena a fim de evitar doenças.

Em seus 18 mil metros quadrados de área construída, equivalente a duas praças Belmar Fidalgo, o Aquário vai abrigar 24 tanques, que concentrarão 6,6 milhões de litros de água, com 263 espécies de peixes, entre as pantaneiras de escama e couro. Os números superlativos lhe conferem o status de maior aquário de água doce do mundo.

No Parque das Nações Indígenas, a área construída vai ocupar 10 mil metros quadrados, incluindo, além dos aquários, laboratório, biblioteca e um espelho d’água na parte externa onde ficarão jacarés e plantas típicas da flora pantaneira. Serão aproximadamente sete mil animais em exposição, subdivididos em mais de 200 espécies, entre peixes, invertebrados, répteis e mamíferos.

Antes de abrir para visitação, o governo também precisa concluir licitação para escolher concessionária, responsável pela administração do aquário, em parceria com universidades. Em troca, a empresa vai cobrar entrada dos visitantes e o Estado receberá parte dos recursos.

O governador, porém, fez questão de adiantar destinar um dia e meio de visitas gratuitas a escolas do interior do Estado e da Capital. Para ele, o maior lucro do Estado está na apropriação da grife Pantanal. “Só o fato de apropriar definitivamente a grife Pantanal, chegando ao conhecimento de que Campo Grande existe e é a Capital de Mato Grosso do Sul, Estado do Pantanal, isso não tem preço”, justificou, em recente entrevista.