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Sidrolandia

Zauith pode mudar de partido e migrar para base de apoio de Dilma, diz Tetila

GD News

26 de Fevereiro de 2011 - 07:43

O deputado estadual Larte Tetila (PT) disse em entrevista a imprensa em Nova Andradina, quinta-feira, que existe a possibilidade do recém empossado prefeito de Dourados, Murilo Zautih, deixar o DEM para migrar a um dos partidos da base de apoio da presidente Dilma Roussef (PT).

A declaração do ex-prefeito de Dourados foi feita após a realização da audiência pública que discutiu a ativação dos alojamentos do campus do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).

Para o deputado, “muitos que hoje pertencem a vários partidos estarão aderindo até o mês de junho, eu espero, a vários partidos que estão na base de apoio da presidente Dilma”.

Entre eles, estaria o prefeito de Dourados Murilo Zauith, que é filiado ao Democratas, rival histórico do PT no cenário nacional . “Há essa possibilidade. Vários segmentos já se manifestaram a ida do Murilo para um partido da base da presidente Dilma. Tudo isso soma”, comentou.

Na eleição extemporânea para prefeito de Dourados, o DEM teve o PT como um dos principais aliados. A coligação foi composta por 15 partidos e teve como candidata a vice-prefeita, a professora Dinaci Ranzi (PT).

“Imagina se o PT fica de fora. Seria uma verdadeira omissão nesse momento tão importante. Então resolvemos aderir”, ponderou o deputado.

Segundo Tetila, a aliança DEM/PT em Dourados poderá se repetir em 2014, nas eleições para o Governo do Estado, quando o partido deverá lançar o senador Delcídio do Amaral (PT) como candidato.

“O Murilo estando próximo ao PT, está também, neste caso, alinhado politicamente ao senador Delcídio do Amaral. Acreditamos no sucesso dessa experiência para que em 2014 possamos somar forças para uma grande disputa”, frisou.

Governo do Estado

Governar Mato Grosso do Sul é uma ambição declarada do petista Delcídio do Amaral. Embora haja especulações no meio político de que ele possa se aliar ao atual governador André Puccinelli (PMDB), a sucessão do italiano é pleiteada, desde a eleição de 2010, por vários expoentes da política regional.

Do lado governista, nomes como o da vice-governadora Simone Tebet (PMDB) e do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), são os mais cotados para herdar o legado de Puccinelli. Além disso, o governador não esconde sua preferência pela vice, que o acompanha em quase todos os eventos oficiais com status de sucessora.

“O pai dela foi meu pai político e hoje eu sou o pai político dela”, chegou a afirmar o governador em evento realizado na cidade de Dourados. À ocasião, Puccinelli se referia ao já falecido senador Ramez Tebet, que também governou o Estado, de 1986 a 1987, durante o afastamento de Wilson Barbosa Martins, que concorria ao Senado.

Durante a primeira entrevista coletiva do ex-vice-governador Murilo Zauith (DEM) como prefeito de Dourados, o governador sul-mato-grossense também se pronunciou quando questionado sobre sua sucessão. Puccinelli disse que ainda não pensa nisso e informou apenas que pretende “pendurar as chuteiras” em 2014, contrariando aliados que defendem sua candidatura ao Senado Federal.