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Leia a coluna de Manoel Afonso desta semana

Manoel Afonso

18 de Fevereiro de 2011 - 18:07

CABO ALMI derrapou ao vincular a formação do  chamado blocão (PT e nanicos) ao projeto de Delcídio para 2014. E mais: no meio deste longo caminho existem as eleições municipais, que influirão na sucessão de André.

DELCÍDIO   não aprova esse tipo de estratégia de confronto com o governador. Não é seu estilo. Mesmo nas situações difíceis, adota o equilíbrio, evita colisões que possam fechar portas.  Quer sim abrir portas e janelas para se viabilizar.

PERGUNTO:  Não é mais proveitoso a política do senador em buscar recursos federais para ajudar regiões e cidades do Estado, como aliás tem feito? Na política tem hora para tudo. Como na F-1, não se pode “queimar a largada”.

OS DEPUTADOS, de um modo geral, não querem guerrear com André. São práticos e querem resultados que atendam aos interesses de suas bases eleitorais. Além disso, se preocupam com as eleições de 2012 em seus municípios.

DEPUTADO sabe: o poder da caneta do Executivo é soberano. Indague ao deputado Felipe Orro, por exemplo, se está interessado em ideologia partidária. Ele dirá que quer apenas resolver os problemas de seus municípios. Só isso.

NO PALANQUE o candidato prometeu buscar as soluções que beneficiem esse e aquele município. O eleitor, por sua vez, não faz patrulha partidária do deputado. Quer resultado, venha de onde vier. Os meios não interessam. É assim.

O MESMO  raciocínio tem o prefeito na busca de recursos. Ele não deixará de bater às portas da Governadoria porque é oposição. Seus compromissos com o eleitor vão muito além de suas convicções partidárias (se é que ainda existem).  

HIPOCRISIA  Deputados fizeram  jogo de cena por 15 reais do salário mínimo, mas eles próprios se aposentam no “bem-bão”. Hilário: sindicalistas vaiando o Vicentinho  e aplaudindo Caiado. Os 77 peemedebistas foram fieis ao Planalto.

OS SINDICALISTAS   fizeram esse auê para continuar mamando nas estatais/ fundos (Previ-Funcep-Petros) que movimentam milhões. São mais de 11 mil postos nas mãos deles. Sindicalista não volta para o batente da fábrica, “nem a pau Juvenal”!

QUANTO  aos peemedebistas, cumpriram sua parte do trato Temer-Dilma, e  esperam ser aquinhoados nas nomeações do 2º escalão. O PMDB engoliu seco na partilha dos ministérios, mas não estava em condições de brigar. Não é?

DILMA  tem a caneta para controlar o apetite do PMDB. Mas com o crescimento dos “nanicos”, chegará o dia em que o PMDB deixará de ser o fiel da balança. O partido era mais forte no Congresso e no Governo Lula, do que agora com Dilma. 

REVOADA? Marcos Trad e Paulo Siuffi – “coincidentemente” admitindo que podem deixar o PMDB. O deputado sente-se desprestigiado pelo partido e o segundo teme falta de espaço no PMDB para ser indicado candidato à prefeito.

A ANÁLISE  do episódio é livre e assim há quem entenda como o início da separação do grupo do prefeito Nelsinho, do time de André. Se você analisar o mapa sucessório da capital e a própria sucessão em 2014, a tese faz sentido.

NELSINHO  quer se fortalecer politicamente e não joga todas suas fichas no PMDB. Tem Mandetta no DEM e vários vereadores de “partidos nanicos” da capital. Seu desafio é sobreviver ao sereno entre 2012 e 2014.

SIUFFI iria para um partido menor (PSB?) aproveitando a futura “Lei da Janela” e  seria candidato à prefeito, tendo talvez o vice do PT ou PDT. Mandetta disputaria com apoio do prefeito, num arco de alianças, contra o PMDB.

CONCLUSÃO:  Com essa dispersão de forças, teríamos uma disputa interessante na capital, inclusive com a participação dos tucanos através de Marisa ou Azambuja. Aliás, uma pesquisa neste sentido já mostraria a reação do eleitorado.

PETISTAS  Lançam quem à prefeito da capital? Na falta de outros, sobram Zeca e Vander. Mas pode ser mais conveniente lançar um deles à vice numa coligação com um candidato com  maiores chances. Essa hipótese é viável.

DAGOBERTO  Sua cedência –  Detran/AL -   é vista como um gesto de “boa vontade” de André, pensando é claro nas próximas eleições. Neste intricado tabuleiro eleitoral  o ex-deputado tem espaço e seu devido peso. Entendeu?

INDEFENSÁVEL  Paulo Duarte criticava a “Águas Guariroba”  e foi aparteado por Márcio Fernandes que tentou elogiar a empresa. Mas foi como defender Mubarak: os  abusos contra o consumidor são gritantes: um roubo! Caso de Polícia.

EM AGOSTO  prescrevem os crimes dos corruptos do Mensalão. Até lá o STF faz o jogo do Planalto e não julga o caso. Mas, Pallocci, João Paulo Cunha (aquele dos 50 mil), Delúbio e Zé Dirceu já saíram do armário no governo Dilma.

PORTANTO o PT manda muito mais no Governo Dilma do que na Era Lula. Manteve os cargos de confiança e avançou nos ministérios e estatais. O reflexo virá nas eleições municipais, onde o PT deve crescer ainda mais.

DITADURA Adotando o “vale tudo”,  o PT partidariza  o Governo, como  Hitler na Alemanha e Ahmadinejad no Irã. Aproveita-se da oposição ridícula e  ingenuidade dos aliados para se consolidar, como o PRI  no México. Certo?