BRASIL
Lula lidera com 48,9% no 2º turno; Flávio Bolsonaro tem 41,8%
Pesquisa mostra que divulgação do elo com Daniel Vorcaro fez Flávio perder seis pontos na pesquisa relativa ao segundo turno.
Correio do Estado
19 de Maio de 2026 - 08:41

As intenções de votos do senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caíram mais de cinco pontos porcentuais no primeiro turno e seis pontos em um eventual segundo turno depois do áudio em que ele pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro vir à tona, mostra pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 19.
Com isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a liderar a disputa contra Flávio no segundo turno e ampliou a vantagem no primeiro.
Em abril, o cenário de segundo turno apontava empate técnico, com o senador bolsonarista com 47,8% contra 47,5% do petista. Agora, o presidente da República tem 48,9% contra 41,8% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A maior parte dos votos que eram de Flávio passaram para os indecisos, brancos e nulos: o grupo saltou de 4,7% no último levantamento para 9,3%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio - ou seja, as entrevistas começaram no mesmo dia em que o site The Intercept divulgou o áudio com Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar o filme sobre o pai dele.
A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Foram aplicados questionários pela internet a 5.032 brasileiros com 16 anos ou mais. Eles foram selecionados pela metodologia de recrutamento digital aleatório utilizada pelo instituto. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06939/2026.
No primeiro turno, Lula oscilou de 46,6% para 47%, enquanto Flávio registrou queda de 39,7% para 34,3%. No segundo pelotão, Renan Santos (Missão) tem 6,9%, Romeu Zema (Novo), 5,2% e Ronaldo Caiado (PSD), 2,7%. Augusto Cury (Avante) e Aldo Rebelo (DC) não chegam a 1%. Brancos e nulos somaram 1,4% e indecisos são 1,9%.
Cenário com Michelle
A Atlas também testou dois cenários alternativos. No primeiro deles, Flávio retira a candidatura, mas ninguém entra em seu lugar. Com essa configuração, Zema vai a 17%, Caiado a 13,8% e Renan a 8%. Lula tem 46,7%. Os índices de brancos e nulos e indecisos aumentam para 6,8% e 4,6%, respectivamente.
No segundo cenário, o senador é substituído pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que marca 23,4%, contra 47% de Lula. Zema tem 10%, Renan Santos, 7,8% e Caiado, 6%
Segundo turno
Além de ganhar de Flávio no segundo turno, Lula bateria hoje Zema por 47,8% a 37,6% e Caiado por 47,5% a 38,5%. A maior vantagem é sobre Renan Santos: 47,8% a 28,4%. Além dos levantamentos eleitorais, o Atlas também apresentou o áudio de Flávio Bolsonaro com Vorcaro aos respondentes do levantamento no final da pesquisa.
Após questionamentos sobre isso por parte de apoiadores de Flávio nas redes sociais, Andrei Roman, CEO do instituto, explicou que o "áudio é reproduzido depois da conclusão do questionário da pesquisa e portanto não tem nenhum impacto sobre os cenários eleitorais. A ideia é entender em tempo real o impacto do áudio sobre a percepção do eleitorado, com segmentação demográfica".
Popularidade
A pesquisa também mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 51,3% dos eleitores e aprovado por 47,4%. Há ainda 1,3% que não souberam ou não quiseram responder.
Em comparação com o levantamento anterior, divulgado no dia 28 de abril, a desaprovação variou negativamente 1,2 ponto porcentual. Já a aprovação oscilou positivamente 0,6 ponto porcentual.
Os grupos que mais aprovam Lula são os agnósticos e ateus (73,2%), os que são de outras religiões que não o catolicismo e o protestantismo (56,5%), os idosos (56,1%) e os nordestinos (54,8%).
Já os que mais desaprovam o presidente são os evangélicos (74,8%), os que possuem entre 16 e 24 anos (69,9%), os moradores do Centro-Oeste (67,2%) e os moradores do Sul (62,5%).
Na avaliação do governo, 48,4% acham que o governo Lula é ruim ou péssimo, enquanto 42,9% consideram a gestão como ótima ou boa Outros 8,7% consideram a gestão petista como regular.
Em comparação com a pesquisa de 28 de abril, a avaliação ruim ou péssima caiu 2,9 pontos porcentuais. Já a avaliação ótima ou boa oscilou positivamente 0,9 ponto porcentual.
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio, mediante recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos. Foram aplicados questionários pela internet a 5.032 brasileiros com 16 anos ou mais. Eles foram selecionados pela metodologia de recrutamento digital aleatório utilizada pelo instituto. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06939/2026.




