Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Segunda, 19 de Outubro de 2020

Brasil

PF intima Moro a depor como testemunha em inquérito no STF sobre atos antidemocráticos

Informação foi divulgada pela defesa de Moro; apuração tramita em segredo de Justiça. Ex-ministro deve ser ouvido em Curitiba no começo de outubro.

G1

18 de Setembro de 2020 - 16:45

ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. Foto: Divulgação

A Polícia Federal intimou nesta sexta-feira (18) o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro a depor no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a organização e o financiamento de atos antidemocráticos.

A informação foi divulgada pelo próprio advogado de Moro, Rodrigo Sánchez Rios. O inquérito no STF, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, tramita em segredo de Justiça.

"A oitiva é motivada em razão de ele ter ocupado, à época dos fatos, a titularidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública", diz a nota divulgada pela defesa.

Segundo Rios, o depoimento deve ocorrer no próximo dia 2 de outubro, na superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Sergio Moro será ouvido como testemunha, diz o advogado.

Alexandre de Moraes vê indícios de associação criminosa em atos antidemocráticos

O inquérito foi aberto em abril pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.

O pedido de investigação foi apresentado por Aras após atos que defenderem o fechamento do Congresso Nacional e do STF, pautas antidemocráticas e inconstitucionais.

Outros depoimentos

Na última semana, também foram intimados a depor no inquérito como testemunhas o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente Jair Bolsonaro.

Ouvido nesta quinta (17), Carlos Bolsonaro negou que tenha produzido ou repassado conteúdo que impulsionasse atos antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional.

O vereador também afirmou que não participa da política de comunicação do governo federal, mas admitiu que tem relação com as contas do pai.