ECONOMIA
Bolsa opera no vermelho pressionada por ações da Petrobras e de bancos
Por enquanto, o volume financeiro movimentado na Bolsa brasileira é de R$ 1 bilhão. A média diária em junho é de R$ 5,62 bilhões.
Folha.com
23 de Junho de 2014 - 16:18
O principal índice da Bolsa brasileira opera em queda nesta segunda-feira (23), dia marcado pelo baixo volume de negócios devido ao fechamento antecipado dos negócios por causa do jogo entre Brasil e Camarões pela Copa do Mundo.
O Ibovespa registrava, às 11h36 (de Brasília), queda de 0,90%, para 54.146 pontos. Segundo nota da BM&FBovespa, o mercado vai fechar às 14h30 nesta segunda-feira, sem negociações no after-market (pregão estendido).
Por enquanto, o volume financeiro movimentado na Bolsa brasileira é de R$ 1 bilhão. A média diária em junho é de R$ 5,62 bilhões.
As ações da Petrobras e dos bancos pressionavam o Ibovespa nesta manhã. Os papéis preferenciais (sem direito a voto) da petroleira cediam 1,65%, às 11h35. No mesmo horário, Itaú e Banco do Brasil tinham perdas de 2,02% e 1,24%, respectivamente. Os papéis preferenciais do Bradesco mostravam desvalorização de 1,74%.
Para analistas, ganha relevância entre os investidores a nova queda nas projeções de expansão da economia brasileira em 2014. Segundo o Boletim Focus do Banco Central -que colhe projeções entre cerca de cem instituições-, a previsão para a alta do PIB passou de 1,24%, na semana anterior, para 1,16%. É o quarto recuo seguido.
A perspectiva negativa para a economia doméstica se sobrepõe a dados otimistas divulgados na China. A atividade do setor industrial naquele país cresceu em junho pela primeira vez em seis meses, oferecendo novos sinais de que a segunda maior economia do mundo está se estabilizando.
As ações preferenciais da Vale subiam 1,78%, às 11h35, enquanto as ações da Bradespar que possui participação na Vale avançavam 2,59%. A China é o principal destino das exportações da mineradora brasileira.
Também no azul, as ações da Eletropaulo tinham ganho de 1,74%. Analistas esperam que o reajuste tarifário da companhia, a ser divulgado em 4 de julho, impacte positivamente suas ações. A companhia pediu reajuste de 16,69% à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
CÂMBIO
No câmbio, o dia é de alívio para o real devido ao baixo volume de negócios e o fechamento antecipado do mercado. Às 11h37, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha desvalorização de 0,75% sobre a moeda brasileira, cotado em R$ 2,220 na venda. No mesmo horário, o dólar comercial, usado no comércio exterior, cedia 0,44%, para R$ 2,221.
O Banco Central deu continuidade ao seu programa de intervenções diárias no câmbio, através do leilão de 4 mil contratos de swap (operação que equivale a uma venda futura de dólares), por um total de US$ 198,5 milhões.
A autoridade também vai promover, até o final da manhã, um novo leilão para a venda de até 10 mil contratos de swap que vencem em 1º de julho. Até o momento, o BC já rolou cerca de 60% dos papéis com prazo para o primeiro dia do mês que vem.
Com Reuters




